Monday, July 07, 2008

Vacances


Estive uma semana de férias no Algarve. Nada de novo no país das maravilhas.

Depois de atravessar toda a península sem pagar um tostäo de portagens, entra-se em Portugal e começa-se logo a pagar. Nas cidades e vilas as passadeiras de peöes continuam sem ser pintadas. Idem na sinalizaçäo horizontal nas estradas nacionas e municipais. As ervas crescem pelas bermas das estradas sem que ninguém as apare. Isto apesar do IMI ter aumentado 15%. Isto apesar da alegada vocaçäo "turistica" do país.

Encontrei um povo ainda mais triste. Depois de sete anos a apertarem o cinto para resolver a crise, os portugueses descobrem agora que a crise ainda mal começou. E o pior é que os cintos já näo têm mais furos.

Mas nem tudo é mau. O peixe continua a ser fresco e barato nos restaurantes.

Tuesday, July 01, 2008

A Saque


Este senhor da foto, de nome Salter Cid, ex Secretário de Estado de Cavaco Silva, e actual vereador do PSD na Camâra de Lisboa, colocou a PT em tribunal por esta näo lhe pagar a remuneraçäo a que se acha com direito, por um regulamento criado pelo próprio quando exercia funçöes de Secretário de Estado da Segurança Social. Sua Excelência acha pouco a pensäo de 18.000 euros mês que actualmente aufere, com 53 anos de idade e com apenas 17 anos de serviço na PT.

Depois os políticos querem ser respeitados.

Portugal é o país da Europa com maior desigualdade entre administradores e funcionários segundo um estudo da Uniäo Europeia. A diferença em Portugal é de 32 vezes, enquanto em Espanha é de 15 ou no Reino Unido de 14. Por exemplo na Alemanha a diferença é de 10x.

Os administradores do BCP, que iam colocando o banco à beira da falência por irregularidades que estäo a ser investigadas, auferiram em 2006 o vencimento de 3 milhöes de euros cada um.

Isto num país cada vez mais pobre em que os reformados estäo no limiar da pobreza ou mesmo na miséria.

Friday, June 13, 2008

PPDA


Todas as noites vejo o Jornal das 20 da TF1.
Assim a cara de Patrick Poivre d'Arvor, - PPDA como é conhecido em França, - bem como da sua colega Claire Chazal tornaram-se para mim familiares.
Acaba de saber-se que PPDA será por um destes dias substituído nos jornais da TF1.
Sê-lo-á por uma loira chamada Laurence Ferrari a quem em tempos se atribuiu um romance com Sarkozy. Este rumor, näo confirmado, ou o facto de numa entrevista em directo desde o Eliseu ter PPDA espetado a Sarkozy, -"Parece o senhor excitado como uma criança a quem lhe foi autorizada a entrar na sala dos adultos" ao comentar a sua estreia numa cimeira do grupo dos G-8 - frase que molestou claramente o presidente e deixou gelada a sua colega Claire Chazal, podem ter contribuido para o despedimento de PPDA que apresentava o jornal da TF1 desde 1976, sendo por isso uma "instituiçäo" na popularidade dos franceses.
Toda uma época que se acaba.

Wednesday, June 11, 2008

Tabarly


Aproveitando o facto de estar a cumprir-se o décimo aniversário da morte de Éric Tabarly queria aqui fazer uma pequena evocaçäo à memória desse homem que foi um dos ídolos da minha adolescencia. O seu livro em que narrava a sua primeira Transat em solitário do Atlântico, regata que ganhou no ano de 1964 a bordo do seu "Pen Duick", despertou em mim o gosto pela vela, desporto que pratiquei quando adolescente, primeiro nas actividades da Mocidade Portuguesa e mais tarde na Escola de Vela do Clube Naval de Cascais. A França vai prestar a sua homenagem ao mítico velejador, através de duas exposiçöes, uma no Musée national de la marine em Paris e outra na Cidade da Vela em Lorient, bem como no lançamento de livros, CDs e de um documentário de Pierre Marcel que estreará amanhä nas salas francesas.
Eric Tabarly desapareceu no mar na noite de 13 de Junho de 1998, ao cair do convés do seu barco ao oceano gelado.

Tuesday, June 10, 2008

Saturday, June 07, 2008

Classe media


Grupo de cidadäos portugueses da classe média, maioritariamente votantes do iluminado Sócrates, dirigindo-se à fronteira espanhola em busca de trabalho, depois de terem perdido a casa para o banco e o carro e tudo o resto para o fisco.

Biba Portugal!

Saturday, May 31, 2008

Sevillanas

Solteiro


Animem-se meninas! Ponham esses coraçaozinhos de novo a palpitar. O homem está de novo solteiro!

Friday, May 30, 2008

La Guerra de los Fogones


Toda una portada de un periodico de referencia para la guerra de los fogones entre Santi Santamaria e Adriá?
Vaya indigestion.

Monday, May 19, 2008

Formigas e Lacraus


Uma qualquer ASAI daqui da Catalunha, quer acabar com a loja do mercado da boqueria, (foto) célebre por vender insectos para consumo humano.
As formigas, escaravelhos, escorpiöes e outros apetitosos petiscos teräo assim de se deixar de vender. Pelo menos para consumo humano. Um dia fui lá comprar um bicharoco e... estava tudo esgotado.

Catalunha-Portugal


Carod Rovira, vice presidente do Governo cataläo e lider da Esquerra Republicana, pequeno partido de extrema esquerda anti monárquico e independentista que governa em coligaçäo com o PSC, - Partido Socialista da Catalunha que näo obteve votos suficientes para governar sózinho, - afirmou hoje que pedirá a colaboraçäo de Portugal na sua causa independentista. É evidente que näo terá apoio oficial por parte de Portugal nessa causa.

Portugal é hoje um país independente graças à Catalunha e à sua guerra pela independência contra Castela em 1640. Sem essa revolta catalana e deslocaçäo de tropas castelhanas que estavam em Portugal, o país ainda seria hoje parte de Espanha.

Carod quer promover um referendo pela independência em 2014, precisamente 300 anos depois da perda da luta contra Espanha (1714). Nessas guerras as forças cataläes contaram com o apoio de tropas portuguesas (cerca de 50% dos efectivos eram portuguees). Daí a cumplicidade histórica que sempre existiu entre os dois países.

Sou um defensor da causa nacionalista catalä. Um povo trabalhador, empreendedor, com uma cultura e lingua próprias, que tem de viver sob o jugo do Estado espanhol e ser contribuinte líquido para esse mesmo Estado, que muitas vezes lhe retribui com desprezo.

Os cataläes admiram Portugal, embora näo compreendam as razöes da sua endémica pobreza. Eu sim compreendo e sempre que tenho oportunidade explico porque está Portugal na cauda da Europa e porque num futuro näo muito longínquo terá de pedir a anexaçäo de alguém que lhe pague as contas.
Os cataláes também näo entendem a razäo porque quase 30% dos portugueses näo se importariam com essa anexaçäo.

(É que os cataläes e os espanhóis em geral, queixam-se muito dos seus governos. Coitados! Näo têm a menor ideia da bandalheira, incompetência e desgovernaçäo que têm sofrido os portugueses. Os seus governos "incompetentes" säo um luxo de eficácia comparados com os de S. Bento).

Hoje penso que o que se passou em 1640 foi profundamente injusto para os dois povos. Se as coisas tivessem sido diferentes, hoje a Catalunha seria um Estado europeu profundamente próspero. Por seu lado Portugal continuaria sob as garras da Espanha, de onde nunca deveria ter saído, pois povo que näo se sabe governar, deve deixar que o governem.

Os portugueses estariam hoje menos pobres, pagariam menos impostos e viveriam mais felizes.

Friday, May 16, 2008

Carla Bruni


Carla Bruni, primeira dama de França e também do Principado de Andorra.

(Foto de Michel Comte)

Perros e Romenos


Este cartaz colocado por uma loja de informática da cadeia Beep, na localidade de Alcudia nas Baleares, entretanto já retirado pela polícia, está a gerar grande sururu em Espanha.
Os donos da loja, fartos de serem assaltados por cidadäos romenos resolveram mostrar assim o seu descontentamento.
A iniciativa considerada xenófoba por uns é porém defendida por outros, que acusam o governo Zapatero de nada fazer contra os romenos, enquanto o seu colega Berlusconi os expulsa às dúzias - facto que também está a gerar poémica em Itália - uma vez que este colectivo é o grande responsável pela onda de violência que nos últimos anos tem assolado Espanha. (Juntamente com equatorianos e sul-americanos no geral bem como albano-cozovares e outros cidadäos do leste europeu).
A polémica näo para de aumentar com a questäo do cartaz.
Uns gritam contra a onda de xenofobia.
Outros escrevem aos jornais considerado o cartaz insultuoso para com o seu cäo, dizendo - como uma senhora o fez - näo admitir que comparem a sua doce e leal cadelinha com um qualquer criminoso romeno.

Thursday, May 15, 2008

Wednesday, May 14, 2008

Vicky Cristina Barcelona

Que gran promoción de la ciudad de Barcelona. Y además con una escena lésbica entre Penelope Cruz y Scarlett. Uhau!
Woody Allen si que entiende Catalunya. Arte, sexo y tias buenas!

Monday, May 12, 2008

Genial!



Que pelicula genial! No te la pierdas!

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Dirección: Nacho García Velilla.
País: España.
Año: 2008.
Duración: 111 min.
Género: Comedia.
Interpretación: Javier Cámara (Maxi), Lola Dueñas (Alex), Fernando Tejero (Ramiro), Benjamín Vicuña (Horacio), Luis Varela (Jaime), Chus Lampreave (Celia), Cristina Marcos (Marta), Alexandra Jiménez (Paula), Junio Valverde (Edu).
Guión: Nacho G. Velilla, David Sánchez Olivas, Oriol Capel Mir y Antonio Sánchez Olivas.
Producción: Daniel Écija, Tedy Villalba y Nacho G. Velilla.
Música: Juanjo Javierre.
Fotografía: David Omedes.
Montaje: Ángel Hernández-Zoido.
Dirección artística: Javier Fernández.
Vestuario: Silvia García-Bravo.
Estreno en España: 11 Abril 2008.
SINOPSIS

“Fuera de carta” cuenta la historia de Maxi, un hombre que cree que su vida es perfecta: un cocinero de reconocido prestigio, propietario de un restaurante de moda en Chueca y que vive su homosexualidad sin complejos. Sin embargo, la aparición de sus hijos, fruto de un matrimonio “de escaparate”, y de su nuevo vecino, un atractivo ex futbolista argentino, dinamitarán su vida y le harán replantearse su escala de valores.

Friday, May 09, 2008

9 de Mayo

9 de Mayo, dia de Europa.

En París el 9 de mayo de 1950, Shuman, siendo Ministro de Exteriores de Francia leyó la famosa Declaración que significó la fundación de la CECA.

El gran Padre de Europa es Monnet, quien fue el redactor del mencionado texto, y el verdadero visionario y artífice de la estrategia que permitiría construir una Europa unida de forma progresiva empezando por la integración económica.

Hay mucho esfuerzo y mucha visión en ese texto, y una gran voluntad política por parte de muchos hombres en aquella complicada era de la postguerra europea.

Todos ellos ambicionaban una unidad política para Europa.

Que un día seamos capaces de revivir aquel espíritu y mantener viva la llama del europeísmo.

Viva la futura Europa Federal

Wednesday, May 07, 2008

Parla'm en catala


Una campanya vol conscienciar els catalanoparlants de no canviar de llengua quan s'adrecen als immigrants.
Teniu massa arrelat el costum de cedir i acabar parlant en castellà i és molt necessari defensar la vostra llengua. I si no us ho poseu la perdereu. Una llengua deixa d'existir quan els seus parlants deixen de parlar-la. Si es canvia de llengua davant d'una persona que en parla una altra vol dir que la teua, el català, no la consideres apta. Esdevé d'una minoria i es redueix.
Quand vaig arribar vaig tenir molta dificultat perquè tothom va canviar al castellà davant la meva inseguretat. Si us plau parla'm en català.

Monday, May 05, 2008

Just a pic

Res de res


Avui, mocadorada! Fora Laporta, Cruyff, Txiki i tots els aprofitats del Barça!
Torna Mourinho, pero ara com entrenador!

Wednesday, April 23, 2008

Guanyarem avui?


Rijkaard cree que su Barça "puede entrar en la historia".
Tal como està hará história si, pero por la negativa.
El año pasado regalamos la liga al Real Madrid de forma incompreensible y este año nos hemos arrastrado por todos los campos de equipos rivales.
Por eso, pienso que este Barça suerte tindrá si no sale goleado de la eliminatória con el Manchester. El equipo está roto físicamente y con un juego monótono.
Asi dificilmente se puede aspirar a la Champions.
Desde el principio de esta Liga sempre he dicho que el equipo tenia demasiados "cracks" y que asi seria dificil ganar. Lo mismo ha pasado antes con el Madrid en la hera de Bechkam, Zidane, Figo, Roberto Carlos, etc.
No me he equivocado.

Malgrat tot, sort per avui i visc el Barça!

Friday, April 18, 2008

B16 envergonhado


O Papa Bento XVI à sua chegada aos USA, afirmou "sentir profunda vergonha" pelo escândalo dos abusos sexuais a menores envolvendo padres católicos norte americanos.
Penso que a maior vergonha é o encobrimento que desde sempre a Igreja Católica invariavelmente fez destes casos, seja na América ou na Europa. O Pontífice sempre protegeu o bispo O'Connell, o cardeal Mahoney ou qualquer um dos outros 17 no caso americano. Nenhum perdeu o título ou foi encaminhado para processos penais.
E, o lugar dum pedófilo deve ser na prisäo. No entanto a igreja preferiu pagar mais de dois mil milhöes de dólares para indemnizar e fazer calar as vítimas.
Perante os muitos casos descobertos em qualquer parte do mundo, o que as cúpulas eclesiasticas costumam quanto muito fazer, é mudar o pedófilo de paróquia. Disto sim deveria o Vaticano ter vergonha.

Tuesday, April 15, 2008

Bravo, Angela!


Angela Merkel, a poderosa chanceler alemä, surprendeu tudo e todos ao apresentar-se com este vistoso decote na Ópera de Oslo sábado passado.
Jornalistas espanhóis cinzentos classificaram o atrevimento mais próprio de um anuncio da wonderbra ou da série espanhola "Sin tetas no hay paraíso" do que duma política conservadora. E perguntam se ela quereria emular Sofia Loren.

Eu que sou um pouco mais liberal digo que esta foto, além de representar o evidente triunfo das mulheres maduras, demonstra que a Angelinha é uma mulher de coragem.

E com argumentos destes a Europa pode estar mais descansada.

Monday, April 07, 2008

Terrorismo Fiscal


A polícia portuguesa está a multar os cidadäos espanhóis residentes em Espanha mas que diariamente se deslocam a Portugal para trabalhar e que usam os seus veículos matriculados em Espanha. Segundo as leis portuguesas isso é ilegal. Encontram-se nesta situaçäo milhares de espanhóis das zonas fronteiriças que têm empregos nas àreas da saúde em hospitais portugueses.
As multas de 180 euros devem fazer jeito ao depauperado tesouro português, mas há também casos de apreensäo de viaturas.
Este problema foi levantado na última cimeira luso espanhola pelo presidente Zapatero, tendo-se o primeiro ministro português comprometido a rectificar a situaçäo, considerada anacrónica no espirito europeu da livre circulaçäo de pessoas e bens.

Rematricular um pequeno utilitário de turismo em Espanha custa 1200 euros e em Portugal pode chegar aos 9.000 euros!

O assunto foi ontem trazido ao telediario da TVE1 com grande destaque.
Pode ser que perante isto o "canta mañanas" se lembre de cumprir o que prometeu na cimeira com os espanhóis e mande alterar a lei ou pelo menos ordene aos seus zelosos agentes que passem a fazer vista grossa para uma situaçäo grotesca e anti europeia.

Tuesday, April 01, 2008

Wednesday, March 19, 2008

Cancion a una novia

... pero te quiero!

Baila CHIKI CHIKI

Esta é a palhaçada com que a TVE vai ao festival da eurovisäo deste ano. Graças ao voto massivo dos internautas espanhóis, e para grande escândalo dos puristas do festival, a Espanha participa naquela palhaçada com outra palhaçada. Boa!

Saturday, March 01, 2008

Soares unitario


Mário Soares veio a Andorra-la-Vella esta semana, para participar como principal orador numa conferência sobre Inovaçäo.

No dia seguinte o diário "Que Més" de Andorra trazia um título na primeira página que me despertou curiosidade. "Soares aposta pela unidade dos Estados Ibéricos".
Como podia Soares dizer uma coisa dessas? As ideias de Saramago estar-se-iam a espalhar demasiado depressa? Fui entäo ler o desenvolvimento nas páginas interiores. Afinal näo era bem assim. Soares havia sublinhado que essa unidade deveria ser apenas no sentido económico.

Bem estranhava que o velho bochecas, - embora últimamente venha aparentando estar um pouco chéché, - preconizasse agora a absorçäo de Portugal pela Espanha.

Ou seja; no parecer de Soares os espanhóis podem comprar toda a economia portuguesa, - têm meios para isso, - e pôr o país a funcionar que säo bem vindos.

Quanto aos políticos portugueses esses soberanamente continuariam no seu afâ de desenvolvimento, ou seja o continuar da delapidaçäo dos impostos que esses investimentos espanhóis e consequentes mais valias trariam ao país.

Que os espanhóis façam uma Opa tudo bem! Mas que seja a todo o Portugal. Incluindo Säo Bento e Justiça. Para bem do desgraçado povo português.

Sunday, February 24, 2008

Just a Pic


Pals - Catalunya

Andorra - The other face

Saturday, February 23, 2008

Fados en Catala


Névoa acaba de treure un nou disc de fados que fusiona els fados tradicionals i la llengua catalana. El disc es diu "Entre les pedres i els peixos".
El fado de Lisboa es fusionat amb lletres de poetes catalans com Enric Casasses, Feliu Formosa, Josep SAgarra i fins i tot d'ella mateixa, així com de Pablo Neruda.
Des de fa 10 anys Névoa està enamorada del fado lusitano.

Sunday, February 17, 2008

Just a Pic


Pedraforca - Sierra del Cadi, Catalunya.

Sur de Marruecos

Inolvidable viaje al sur de Marruecos que hice con un grupo de amigos. Ha pasado alguno tiempo pero la hecho de menos cada dia.

Wednesday, February 13, 2008

Sarko-Bruni


Ho confesso. Estic apassionat per l'afer Sarko-Bruni. Tanmateix perquè la nova senyora Sarkozy esdevingut també primera dama del Principat. Després perquè le monsier le president, vuit dies abans de casar-se va enviar a la seva ex un SMS dient-li que, si tornava anul.lava tot amb la Bruni. També es impressionant que regalés a la cantant un anell de compromís igual al que havia regalat a Cécilia. I també es de maldat portar la novia a Petra perquè era el destin preferit de la seva ex.
Tot aixó es molt estrany. A veura como reacciona la cantant amb veu de mosqueta morta.

Lusos na Neve


Granvalira, um dos maiores domínios esquiaveis da Europa, situado aqui no Principado de Andorra, acaba de constatar este Carnaval um enorme aumento de lusitanos nas suas pistas. Na última semana receberam mil portugueses, com estadas médias de uma semana, e prevêm para a Semana Santa a chegada de outos 6.000 portugueses. Depois dos espanhóis e dos ingleses säo os portugueses os que mais procuram a web de Granvalira, bem por cima dos franceses e dos andorranos.

Pelos vistos a crise em Portugal é mesmo só para alguns. Digo eu.

Monday, February 11, 2008

Playas de Begur y Pals

Begur me encanta. Aqui está la ultima visita que hice en verano pasado.

Friday, February 08, 2008

Just a Pic



Callela de Palafrugel Catalunya Espanya

Thursday, February 07, 2008

Hand Jobs

A guy walks into a pub and sees a sign hanging over the bar which reads:
Cheese Sandwich: - $1.50.
Chicken Sandwich: - $2.50.
Hand Job: - $10.00.
Checking his wallet for the necessary payment, he walks up to the bar and beckons one of the three exceptionally attractive blondes serving drinks to an eager-looking group of men.
“Yes?” she inquires with a knowing smile, “can I help you?”
“I was wondering”, whispers the man, “are you the one who gives the hand-jobs?”
“Yes”, she purrs, “indeed I am”
The man replies “Well wash your hands, I want a cheese sandwich!”

Las PETAs o las Tetas?



Militantes de la Organización Personas por la Ética en el Trato de los Animales (PETA) se han concentrado semidesnudas en Madrid, en protesta contra las corridas de toros.

Yo viendo la foto he quedado hecho un toro miura de casta. Y pido, por favor, mas protestas de este tipo.

Yo nunca he estado en contra de los toros. Se puede decir que soy mismo un tele aficionado. Pero, si vienen a protestar a mi portal, prometo que dejo los toros. Y se fuera el caso dejaria también a mi mujer.

Corruptos, disse ele



Estive há dias em Portugal para visitar a família, - näo que sinta saudades desse belo rectângulo à beira mar plantado - e fui surprendido pela bronca do dia, ou seja o discurso do Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, na cerimónia de abertura do ano judicial, perante as mais altas figuras do Estado, acusando a passividade da Justiça portuguesa contra os crimes de colarinho branco. Até hoje só há oito presos pelo crime de corrupçäo e nenhum deles é político.

O PGR, tipo virgem ofendida chamou o autor do discurso para concretar as acusaçöes. Melhor dizendo, deveria querer os processos já instruídos. Ou seja, que lhe fizessem o trabalho que apenas a ele compete. Para mais tarde arquivar!

Oh, senhor doutor Marinho, lutar contra a corrupçäo nesse país de corruptos é como malhar em ferro frio.

Já antes Joäo Cravinho o havia feito, com proposta de lei e tudo. Mandaram-no para Londres!
O Presidente da República também aflorou a questäo nas cerimónias do 5 de Outubro, mas a esse ninguém ligou nenhuma, é uma espécie de Rainha de Inglaterra, só serve para fazer discursos e cortar fitas.

A corrupçäo é o maior mal desse país. Portugal poderia estar ao nivel da Irlanda ou da Espanha se tal chaga näo existisse. Mas para isso teria de voltar a haver uma revoluçäo nesse país. Porque os que mais beneficiam com a corrupçäo säo os que teriam de alterar as leis nesse sentido. Por agora ficam os discursos.

Tuesday, February 05, 2008

As verdades de José Socrates

Obrigado pela confiança. Todos nós emigrantes damos com o nosso trabalho um elevado contributo para o enriquecimento dos países onde trabalhamos. Por isso somos conhecidos e reconhecidos. Precisamente ao contrário daqueles que pela sua governaçäo apenas contribuem para que o país fique efectivamente cada vez mais pobre.

Seita Diabolica



A Conferência Episcopal Espanhola veio esta semana, indirectamente mas de forma clara, pedir aos espanhóis para que votem no PP nas próximas eleiçöes de Março, o que despoletou a ira dos socialistas e dos defensores do estado laico. A Espanha, ou melhor o contribuinte espanhol entrega cada ano à Igreja Católica uma verba da ordem dos 5.000 milhöes de euros, em subvençöes de diversos tipos, pagamentos a padres que ministram aulas de religiäo nos colégios públicos, recuperaçäo de imóveis, isençöes de impostos, apoios a ONGs católicas, etc.
Com receio de perderem privilégios, ou que lhes possam vir a tocar "en el bolsillo" se näo ganhar o PP, arremetem os bispos de forma desavergonhada em matérias que näo lhes devia dizer respeito, ou seja a política. Isto depois da mega manifestaçäo do nacional catolicismo em Madrid a fazer lembrar o pior do regime franquista.
Desta vez saiu-lhes o tiro pela culatra. Há muitos católicos progressistas indignados, a Igreja espanhola está dividida pois muitos bispos tomaram o partido contrário, o Vaticano parece näo ter achado graça, o PP longe de ganhar certamente perderá votos a ponto de o beato Rajoy já estar incomodado com tanto barulho à volta da questäo. Com isto tudo a CEE já começou a recuar.
Zapatero deveria aproveitar para cortar a fundo, rever a Concordata, retirar-lhes as subvençöes. Que se autofinanciem.

Sunday, January 27, 2008

Ah, Ah

Friday, January 25, 2008

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe
quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por
gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira.
Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso?
Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio?
Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim?
Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena; Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria
(para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira.
Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria
(metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o
Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe
Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da
Tabacaria sorriu.


Fernando Pessoa

O senhor da ASAE



O senhor da foto, presidente duma nova polícia que anda dando show mediatico por Portugal, multando a torto e a direito, sempre acompanhado pelas câmaras da televisäo e a quem MST denomina de novo Ayatollah, afirmou do alto da sua autoridade que "se näo quisermos viver nesta sociedade, poderemos sempre emigrar".

Ora bem, eu por näo querer viver nessa sociedade, já o fiz em 2003. Ao contrário de muitos outros compatriotas, que cruzam a fronteira apenas com o intuito de sustentar a família, eu busquei um exílio voluntário, única e exclusivamente porque o país que me viu nascer e onde vivi quarenta e muitos anos, me começou a meter nojo. Como näo faço parte das nomenclaturas que enriquecem robando os impostos pagos pelos portugueses que trabalham, enquanto a chamada justiça assobia para o lado, restava-me apertar o cinto, sobreviver e ir continuando a pagar os sempre elevados impostos que por aí se costumam cobrar. Exilei-me.

Hoje vivo a uns prudentes 1300 kms, desse país putrefacto, num local onde os governantes cumprem aquilo para que foram eleitos ou seja governar e zelar pelo bem estar dos cidadäos. Vivo num local com pleno emprego, sem mendigos, sem drogados a estacionarem carros, sem graffiteiros, um local com parques de estacionamento públicos onde a primeira hora é gratuita, onde as multas por estacionamento custam apenas 12 euros, onde os serviços de saúde e a SS säo eficientes e nos hospitais só existem quartos particulares (mesmo para o mais humilde emigrante), onde a justiça funciona e é eficaz praticamente näo existindo criminalidade. Ou seja o inverso dessa realidade à beira mar plantada.

Que o senhor da ASAE, os seus colegas de partido e já agora os do outro partido que com eles têm dividido a governaçäo, continuem nesse caminho. Caminho que conduziu Portugal ao ridículo em que se encontra hoje na Europa, e que levará à completa ruina do país dentro de alguns anos. Eu por mim, já estou em porto seguro.

Thursday, January 24, 2008

Wednesday, January 23, 2008

Viva Espanha!

Os espanhóis andam preocupados com - imagine-se - a crise económica! No primeiro ano em que houve uma pequena baixa no sector imobiliário, com os preços e as vendas das casas a näo subirem tanto como nos anos anteriores, vem o senhor Rajoy devidamente apoiado pelo cardeal Rouco Varela, a 49 dias das eleiçöes, carregar contra as políticas de Sapatero e agitar o fantasma da crise económica.
Falar-se de crise num país que pelo terceiro ano consecutivo apresenta superavit económico (2% este ano), um país cujo PIB per capita näo para de crescer, - a Espanha já ultrapassou a Itália neste capítulo - um país onde a criaçäo de emprego aumenta diariamente (70.000 portugueses trabalham em Espanha neste momento) é para este luso observador perfeitamente patético e anedótico.

Quando como se espera ganhar as eleiçöes, Zapatero colocará as pensöes mínimas nos 850 euros!

Que podem dizer ou pensar os portugueses, um povo apático e desorientado tentando viver com salários e pensöes de miséria, um povo que paga os mais altos impostos da Europa (uma simples botija de gás custa em Portugal mais 4,5 euros que em Espanha) para sustentar uma elite de burocratas tacanhos e corruptos que apenas sabem viver à custa do orçamento do Estado e delapidando o pouco que o país produz? Elite que ano após ano väo conduzindo o país para a mais absoluta miséria?
Que podem dizer ou pensar os portugueses - cujo país desde há dez anos diverge dos restantes da Uniäo Europeia, - habituados a ouvir os políticos de turno no poder afiançar cada ano que no próximo é que será o ano da recuperaçäo? Que o país está em crise económica? Que a culpa é da conjuntura internacional?
Portugal está em crise mas é uma crise de moral. Que dura há trinta anos e näo tem soluçäo. Porque a soluçäo vai contra os interesses dessa mesma elite dominante.

Que digo eu, atento observador disto tudo? - pois, que viva Espanha!

Tuesday, January 15, 2008

Photoshops Skills

Scarlett Johansson 's new dress.

Monday, January 14, 2008

Monday, January 07, 2008

Sunday, January 06, 2008

El Partido de Dios


Por lo considerar un texto notable paso a transcribir este articulo de opinión publicado en El Periódico de Catalunya en el dia 05 de Enero de autoria de José Manuel Fajardo.


LA IGLESIA CATÓLICA HA CONDICIONADO TRÁGICAMENTE LA VIDA POLÍTICA ESPAÑOLA DESDE HACE 500 AÑOS.


El paréntesis de tolerancia de la derecha, abierto con la transición política en España, se ha cerrado definitivamente. Cuando la izquierda intenta gobernar con medidas de izquierda, la España ultramontana y reaccionaria resurge para negarle el derecho a hacerlo, sembrando la discordia y anatemizando a quienes discrepan de sus opiniones. El Partido Popular ha rescatado el siniestro nacionalismo español que condujo al país a la dictadura franquista, y ahora los obispos rescatan el integrismo católico que ha sido la losa que ha aplastado sistemáticamente los intentos de modernización de España.
Lo acontecido en Madrid, es decir, la actuación de los obispos españoles como si fueran dirigentes de un partido político preconizando la imposición de su ideario no solo a los católicos sino a la sociedad entera, muestra el viejo afán de poder de la Iglesia católica, pero es reflejo también del modo como esa institución ha condicionado trágicamente la vida política española.

La Iglesia católica ha estado vinculada, desde el nacimiento del Estado español, a una concepción del poder autoritaria y despiadada que no ha dudado en sacrificar la vida de millones de españoles --enviándolos a la hoguera, al cadalso, a la cárcel o al exilio-- durante casi 500 años. No es casual que los primeros monarcas de España se llamaran Reyes Católicos. Ellos instauraron una alianza con la Iglesia para poner en marcha la primera maquinaria totalitaria de la modernidad: la Inquisición española.
Estado e Iglesia se confundieron y se utilizaron, en mutuo beneficio, durante los 350 años que duró la Inquisición. En ese tiempo, doctos clérigos enviaron a la tortura a cientos de miles de personas y ejecutaron al menos a 40.000; se persiguió cualquier forma de pensamiento disidente del catolicismo oficial; se obligó a convertirse a buena parte de las numerosas comunidades españolas judía y musulmana (siempre con la idea de que solo lo católico es auténticamente español) y se expulsó sin piedad a quienes se negaron a hacerlo.
Después, la mayor parte de la Iglesia española se embarcó en un sistemático acoso a aquellos judíos y moriscos que se habían convertido, víctimas predilectas de los inquisidores, anticipándose de nuevo a lo peor de nuestro tiempo, al establecer los llamados Estatutos de limpieza de sangre, las normas que discriminaban a quien tuviera un origen judío, por muy católica que fuera su fe. Un auténtico sistema de limpieza étnica y racista que envenenó la vida social al predicar la delación del vecino como valor moral, y sembró una semilla de intolerancia cuyos frutos continuaron incluso después de desaparecida la Inquisición.
Cada intento de ganar espacios de libertad en España ha chocado desde entonces con esa intolerancia católica. Una intolerancia que está latente en cualquier religión monoteísta organizada, pues si siempre es peligroso creerse en posesión de la verdad absoluta, todavía lo es más cuando se pretende que esa verdad ha sido revelada directamente por Dios. De las funestas consecuencias que tal punto de vista comporta da testimonio la historia del Papado de la Iglesia católica, llena durante siglos de conspiraciones, crímenes, guerras y abusos.

La Iglesia católica ha sido y es un Estado, con sus intereses y sus vicios, aunque estos se enmascaren tras beatíficas palabras y declaraciones de buenas intenciones, y en España ha vivido en simbiosis con el Estado español, condicionando sus decisiones y la vida cotidiana de generaciones de españoles, víctimas además en su vida familiar de la manipulación de sus enseñanzas, que han predicado una visión traumática y castradora de la sexualidad.
Se puede decir que, en buena medida, el progreso de la sociedad española ha pasado históricamente por los esfuerzos tendentes a poner fin a esa posición privilegiada de la Iglesia. Y en esos esfuerzos no han faltado tampoco católicos que desde el interior la Iglesia han alzado sus voces contra la intolerancia que se practicaba en nombre de su fe. Bartolomé de la Casas, que salió en defensa de los derechos de los indios americanos. Alonso de Cartagena, que se opuso a la persecución de los judíos conversos. Juan XXIII, que abrió la Iglesia al diálogo ecuménico. El cardenal Tarancón, que preconizó la separación de la Iglesia de la dictadura franquista. Pues si hay un riesgo de totalitarismo en toda religión organizada, ese riesgo no es necesariamente fatal, a condición de que en el seno de la Iglesia haya y tengan peso suficiente voces que alerten de él y que defiendan un espacio para la fe que sea respetuoso con quienes no la comparten. Lo mejor de la Iglesia católica se ha manifestado siempre cuando ha sido capaz de respetar a los otros.

Sin embargo, los obispos pretenden que el poder político solo es legítimo si se atiene a la moral católica disfrazada de ley natural. Que el Opus Dei, un producto del nacionalcatolicismo franquista, domine la política vaticana, quizá explique por qué ese tipo de actitudes cuentan con un respaldo papal inmerecido y equivocado, y también por qué los obispos han decidido actuar, sustituyendo ecumenismo por sectarismo, como si fueran el partido de Dios.
Claro que no hay que olvidar que Benedicto XVI fue durante años el director del organismo que sustituyó a la Inquisición en el seno de la Iglesia. Y es que la Historia pesa mucho.

Friday, December 28, 2007

2040


Julia Roberts a l'any 2040.

Saturday, December 22, 2007

Merry Christmas John Lennon

Bon Nadal i Feliç 2008
Bom Natal e Feliz 2008
Happy Christmas and an Happy 2008

El Tio em Catalunha



O Tió é uma tradiçäo muito popular na Catalunha, que consiste numa maneira de distribuir os presentes no Natal. Basicamente trata-se de um tronco (tió) que se encontra envolvido por uma manta sob a qual se encontram os presentes. Antigamente os presentes eram torräo e outras guloseimas de Natal; agora encontram-se mais brinquedos electrónicos e barbies. Os pequenos da casa, cantando uma cançoneta e dando bastonadas no Tió, fazem-no "cagar" os presentes de Natal. "Caga tió, tió del bo si no et dono un cop de bastó" (Caga tió, tió bom, se näo dou-te um golpe de bastäo).
O tronco está coberto com uma manta para que näo arrefeça - diz-se às crianças, mas que serve para cobrir os presentes.
Para que o tió faça uma boa cagada deve ser alimentado durante os dias que precedem o Natal. Antes de começar a "cagada del tió" as crianças säo levadas a outra dependencia da casa (cozinha por exemplo) a molhar o pau com que malharäo no tió (altura que os pais aproveitam para esconder os presentes debaixo da manta).
Depois das bastonadas e das cançôes, destapa-se o tió e distribuem-se os presentes.
O tronco é depois queimado na lareira da casa servindo assim para aquecer o lar.

Wednesday, December 19, 2007

Fez


He visitado Fez por la primera vez en el lejano año de 1973. Poco ha cambiado la ciudad - cuya medina ha sido declarada en 1976 Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO,- desde entonces. Fez es una ciudad que ante todo hay que sentir. La ciudad está estructurada en tres unidades urbanas muy bien diferenciadas. La mas importante es Fez el Bali, la vieja medina árabe, después y no menos importante de ponto de vista histórico Fez el Jedid un conjunto que contiene el viejo barrio judío y el Palacio Real. Mas a sur está la mas reciente la Nouvelle Ville edificada por los franceses durante su protectorado, una ciudad como cualquiera otra sin gran interés cultural.
En las zonas antiguas es interesante ver el espectáculo de la calle. Pasan convoys de burros en estrechas callejuellas de regusto medieval, transportando las mas variadas variadas cosas. Hay que mirar sus patios, terrazas, zocos cúpulas y minaretes; huele a hierbabuena y a mugre, al jazmín y al azahar que destilan sus perfumistas y a las montañas apiladas de clavo, comino, azafrán el las tiendas de los zocos. El barrio de los curtidores, con su horrible olor.
Sus tejados lisos se llenan de creyentes que desenrollan sus tapiz de oración y se vuelven hacia Meca, a la llamada de los muezzins que chillan por los altavoces cinco veces al día. En el interior de Fez el Jedid se encuentra el barrio judío, o mellah, muchos de sus habitantes eran andaluces o portugueses huidos de la inquisición.
El asalto a los sentidos que provoca su visita es algo mágico. Una verdadero somorgujo en la Edad Media.

Wednesday, December 12, 2007

Saramago Iberico



Esta a entrevista que causou grande furor em Portugal e estupefacçäo em Espanha, e que por ser mencionada no post anterior passo a incluir:



"Não sou profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha" - José Saramago


JOÃO CÉU E SILVA (texto e foto)

Este foi o regresso mais longo de José Saramago a Portugal desde que a polémica que envolveu a candidatura do seu livro O Evangelho segundo Jesus Cristo ao Prémio Literário Europeu o levou para um "exílio" na ilha espanhola de Lanzarote. A atribuição do Prémio Nobel parece tê-lo feito esquecer essas mágoas, mas não amoleceu a sua visão da sociedade e da História, que continua a ser polémica. Como se pode ver nesta entrevista.

Durante dois dias, o Nobel da Literatura português sentou-se no sofá e analisou o estado do mundo.

Na única entrevista que concedeu durante a temporada passada na sua casa de Lisboa, falou muito de política, mais de literatura e também da vida e da morte. Pelo meio ficou o anúncio da criação da fundação com o seu nome e a revelação de que está a escrever um novo livro.

A união ibérica

Este regresso a Portugal é um perdão?

O país não me fez mal algum, não confundamos, nem há nenhuma reconciliação porque não houve nenhum corte. O que aconteceu foi com um governo de um partido que já não é governo, com um senhor chamado Sousa Lara e outro de nome Santana Lopes. Claro que as responsabilidades estendem-se ao governo, a quem eu pedi o favor de fazer qualquer coisa mas não fez nada, e resolvi ir embora. Quando foi do Prémio Nobel, dei uma volta pelo país porque toda a gente me queria ver, até pessoas que não lêem apareceram! E desde então tenho vindo com muita frequência a Lisboa.

Vive num país que pouco a pouco toma conta da economia portuguesa. Não o incomoda?

Acho que é uma situação natural.

Qual é o futuro de Portugal nesta península?

Não vale a pena armar -me em profeta, mas acho que acabaremos por integrar-nos.

Política, económica ou culturalmente?

Culturalmente, não, a Catalunha tem a sua própria cultura, que é ao mesmo tempo comum ao resto da Espanha, tal como a dos bascos e a galega, nós não nos converteríamos em espanhóis. Quando olhamos para a Península Ibérica o que é que vemos? Observamos um conjunto, que não está partida em bocados e que é um todo que está composto de nacionalidades, e em alguns casos de línguas diferentes, mas que tem vivido mais ou menos em paz. Integrados o que é que aconteceria? Não deixaríamos de falar português, não deixaríamos de escrever na nossa língua e certamente com dez milhões de habitantes teríamos tudo a ganhar em desenvolvimento nesse tipo de aproximação e de integração territorial, administrativa e estrutural. Quanto à queixa que tantas vezes ouço sobre a economia espanhola estar a ocupar Portugal, não me lembro de alguma vez termos reclamado de outras economias como as dos Estados Unidos ou da Inglaterra, que também ocuparam o país. Ninguém se queixou, mas como desta vez é o castelhano que vencemos em Aljubarrota que vem por aí com empresas em vez de armas...

Seria, então, mais uma província de Espanha?

Seria isso. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla la Mancha e tínhamos Portugal. Provavelmente [Espanha] teria de mudar de nome e passar a chamar-se Ibéria. Se Espanha ofende os nossos brios, era uma questão a negociar. O Ceilão não se chama agora Sri Lanka, muitos países da Ásia mudaram de nome e a União Soviética não passou a Federação Russa?

Mas algumas das províncias espanholas também querem ser independentes!

A única independência real que se pede é a do País Basco e mesmo assim ninguém acredita.

E os portugueses aceitariam a integração?

Acho que sim, desde que isso fosse explicado, não é uma cedência nem acabar com um país, continuaria de outra maneira. Repito que não se deixaria de falar, de pensar e sentir em português. Seríamos aqui aquilo que os catalães querem ser e estão a ser na Catalunha.

E como é que seria esse governo da Ibéria?

Não iríamos ser governados por espanhóis, haveria representantes dos partidos de ambos os países, que teriam representação num parlamento único com todas as forças políticas da Ibéria, e tal como em Espanha, onde cada autonomia tem o seu parlamento próprio, nós também o teríamos.

Há duas Espanhas

Os espanhóis olham-no como um deles?

Há duas Espanhas neste caso. Evidentemente, tratam-me como se fosse um deles, mas com as finanças espanholas ando numa guerra há, pelo menos, quatro anos porque querem que pague lá os impostos e consideram que lhes devo uma grande quantidade de dinheiro. Eu recusei-me a pagar e o meu argumento é extremamente simples, não pago duas vezes o que já paguei uma. Se há duplicação de impostos, então que o governo espanhol se entenda com o português e decidam. Eu tenho cá a minha casa e a minha residência fiscal sempre foi em Lisboa, ou seja, não há dúvidas de que estou numa situação de plena legalidade. Quanto aos impostos, e é por aí que também se vê o patriotismo, pago-os pontualmente em Portugal. Nunca pus o meu dinheiro num paraíso fiscal e repugna-me pensar que há quem o faça. O meu dinheiro é para aquilo que o Governo entender que serve.

Mas não pode negar que o olham como um deus...

Não diria tanto...

Mesmo sendo a crítica espanhola tão positiva em relação à sua obra?

Também já foi uma ou outra vez um pouco negativa - talvez devido às minhas posições políticas e ideológicas - mas de um modo geral tenho uma excelente crítica em toda a parte, como é o caso dos EUA, onde é quase unânime na apreciação da minha obra.

Monday, December 10, 2007

Union Iberica?


Ian Gibson en su articulo de opinión de “El Periódico de Catalunya” de ayer intitulado “De espaldas a Portugal” afirma que España siempre da la impresión de vivir de espaldas a Portugal, casi como se no existiera.
¿De dónde procede este no sentir a Portugal como algo cercano¿ pregunta. Del hecho que para los españoles el portugués hablado es más difícil de entender que para los portugueses el español para los portugueses? ¿De percibir o sospechar cierta hostilidad latente en muchos portugueses hacia España, hostilidad – segundo Gibson - originada siglos atrás con la anexión española de su territorio entre 1580 y 1640 y la siguiente guerra de independencia?
Ian Gibson piensa que sobretodo se trata de un problema lingüístico.
De hecho – afirma – se habla poquísimo de Portugal en los medios de comunicación españoles y que, para muchísimos ciudadanos, Portugal podría estar en la luna, o más allá.
Será que una hipotética unión de los dos países podría funcionar y superar recelos previos?
El fervoroso republicano Antonio Machado nada más producirse el cambio de 1931 aludió a la posibilidad, que reconocía lejana, de tal matrimonio.
Hoy en día es José Saramago – el primer escritor portugués que se ha hecho popular en España, quien vuelve a levantar la bandera de una futura Ibéria. Sus declaraciones al respecto acaban de recibir el beneplácito de otro premio Nobel, - Günter Grass – cujo apego a las tierras de Pirineos es bien conocido, y también tiene casa de verano en e Algarve portugués, que ha manifestado que la creación e un estado ibérico y federal que integrara Portugal y España “es una propuesta interesante” y ha añadido que “Un estado ibérico también tendría, en Europa un peso mucho mayor que el de dos estados aislados”.
Parece indudable pos se trataría de un Estado de unos 55 millones de habitantes, ubicado inmejorablemente entre Europa África, orientado tanto hacia el Atlántico como al Mediterráneo, y por lo tanto con un potencial extraordinario.

Pero que opina el pueblo lusitano de todo eso? Pregunto yo.

De momento casi 30% de a población aprobaría la integración de Portugal en España y pienso que dentro de unos años este numero se incrementará. La calidad de vida en Portugal se aleja cada ves más de la media europea, fruto de políticas erróneas e gobiernos incompetentes. Los sueldos no suben y los precios, eso si por las nubes a razón de impuestos elevados para sustentar la maquinaria del estado.
Hoy en día todo es más caro en Portugal que en España y los salarios son cerca de 30% menos. Eso cobrará factura dentro de algunos años. Esa tendencia lejos de se atenuar se podrá incrementar. Portugal es hoy en día un país completamente hundido.

En ese sentido será que quieren los españoles heredar un país de pobres? Yo pienso que no. Las empresas portuguesas ya las tienen las van comprando poco a poco.

Pienso en mi modesta opinión que el sueño de la unión ibérica nunca se realizará. No a causa de Portugal pero, eso si, porque antes Cataluña se tornará un estado independiente.

Les uns et les autres - Un parfum de fin du monde

From the film "Les uns et les autres" - Claude Lelouch (1981)

Escenas de Matrimonio


“Escenas de Matrimonio” es el programa més vist a Catalunya.
Per a molta gent, que aquest programa lideri la audiencia amb 800.000 espectadors enganxats al programa és un despropòsit.
José Luis Moreno, el productor d’aquesta sèrie, també ha estat el responsable d’una altre sèrie amb moltissim èxit, potser la de més èxit dels darrers temps de la televisió, - “Aquí no hay quien viva”.
Jo vaig estar enganxat amb las dos.
Encara que els guions són molt repetitius e amb els mateixos incidents entre les tres parelles de diferents edats, (30, 40 i 60) no estic d’acord amb les critiques que acusen la sèrie de mal gust. És veritat que el programa és un d’aquells espais que exigeixen poc a l’espectador. Però és molt divertit i s’han de fer cosas per riure, cosas que ens féssim oblidar el avorrit que ès la vida.

Sunday, December 09, 2007

La Lampara Marina


Cuando tú desembarcas en Lisboa,
cielo celeste y rosa rosa,
estuco blanco y oro,
pétalas de ladrillo,
las casas,
las puertas,
los techos,
las ventanas salpicadas del oro limonero,
del azul ultramar de los navíos.
Cuando tú desembarcas
no conoces,
no sabes que detrás de las ventanas
escuchan,
rondan
carceleros de luto,
retóricos, correctos,
arreando presos a las islas,
condenando al silencio,
pululando
como escuadras de sombras
bajo ventanas verdes,
entremontes azules,
la polícia
bajo las otoñales cornucopias
buscando portugueses,
rascando el suelo,
destinando los hombres a la sombra.



Oh Portugal hermoso,
cesta de fruta y flores,
emerges
en la orilla plateada del océano,
en la espuma de Europa,
con la cítara de oro
que te dejó Camoens,
cantando con dulzura,
esparciendo en las bocas del Atlántico
tu tempestuoso olor de vinerías,
de azahares marinos,
tu luminosa luna entrecortada
por nubes e tormentas.



Pero,
portugués de la calle,
entre nosotros,
nadie nos escucha,
sabes dónde está Álvaro Cunhal?
Reconoces la ausencia
del valiente
Militao?
Muchacha portuguesa,
pasas como bailando
por las calles rosadas de Lisboa,
pero, sabes dónde cayó Bento Gonçalves,
el portugués más puro,
el honor de tu mar y de tu arena?
Sabes
que existe
una isla,
la Isla de la Sal
y Tarrafal en ella
vierte sombra?
Sí, lo sabes, muchacha,
muchacho, sí, lo sabes.
En silencio
la palabra
anda con lentitud pero recorre
no sólo el Portugal, sino la tierra.
Sí sabemos,
en remotos países,
que hace trinta años
una lápida
espesa como tumba o como túnica
de clerical murciélago,
ahoga, Portugal, tu triste trino,
salpica tu dulzura
con gotas de martirio
y mantiene sus cúpulas de sombra.



De tu mano pequeña en otra hora
salieron criaturas
desgranadas
en el asombro de la geografía.
Así volvió Camoens
a dejarte una rama de jazmines
que siguió floreciendo.
La inteligencia ardió como una viña
de transparentes uvas
en tu raza.
Guerra Junqueiro entre las olas
dejó caer su trueno
de libertad bravía
que transportó el océano en su canto,
y otros multiplicaron
tu esplendor de rosales y racimos
como si de tu territorio estrecho
salieron grandes manos
derramando semillas
para toda la tierra.



Sin embargo,
el tiempo te ha enterrado.
El polvo clerical
acumulado en Coimbra
cayó en tu rostro
de naranja oceánica
y cubrió el esplendor de tu cintura.



Portugal,
vuelve al mar, a tus navíos,
Portugal, vuelve al hombre, al marinero,
vuelve a la tierra tuya, a tu fragancia,
a tu razón libre en el viento,
de nuevo
a la luz matutina
del clavel y la espuma.
Muéstranos tu tesoro,
tus hombres, tus mujeres.
No escondas más tu rostro
de embarcación valiente
puesta en las avanzadas del Océano.
Portugal, navegante, >br>descubridor de islas,
inventor de pimientas,
descubre el nuevo hombre,
las islas asombradas,
descubre el archipiélago en el tiempo.
La súbita
aparición
del pan sobre
la mesa,
la aurora,
tú, descúbrela,
descubridor de auroras.



Cómo es esto?



Cómo puedes negarte
al cielo de la lúz tú, que mostraste
caminos a los ciegos?



Tú, dulce y férreo y viejo,
angosto y ancho padre
del horizonte, cómo
puedes cerrar la puerta
a los nuevos racimos
y al viento con estrellas del Oriente?



Proa de Europa, busca
en la corriente
las olas ancestrales,
la marítima barba
de Camoens.
Rompe
las telarañas
que cubrentu fragante arboladura,
y entonces
a nosotros los hijos de tus hijos,
aquellos para quienes
descubriste la arena
hasta entonces oscura
de la geografía deslumbrante,
muéstranos que tú puedes
atravesar de nuevo
el nuevo mar oscuro
y descobrir al hombre que ha nacido
en las islas más grandes de la tierra.
Navega, Portugal, la hora
llegó, levanta
tu estatura de proa
y entre las islas y los hombres vuelve
a ser camino.
En esta edad agrega
tu luz, vuelve a ser lámpara:



aprenderás de nuevo a ser estrella.



Pablo Neruda
(1953)

Saturday, December 08, 2007

Ecoterrorismo


Paul Watson, o líder da organizaçao Sea Shepherd, também acusado de ser um ecoterrorista, prepara-se para partir à caça de caçadores de baleias. Neste momento uma frota de navios japoneses ruma às àguas da Antárctida com o objectvo de caçar mil baleias. Enquanto os seus colegas do Greenpeac, abordam os navios pesqueiros com os seus barcos insufláveis e pancartas de protesto para jornalista ver e opiniao ública mundial consumir, a Sea Shepherd prepara-se para usar métodos menos ortodoxos como seja, abalroamentos ou lançamento para o convés dos navios pesqueiros de granadas de produtos como o àcido botanóico, uma substância que se encontra no vomitado e na manteiga rançosa.
Segundo Paul Watson - que foi expulso da Greepeace que ajudou a fundar em 1975 por ser considerado demasiado agressivo, - há que salvar a Migaloo, uma rarísima baleia de bossa branca que habita os mares do Sul.

A Sea Shepherd já afundou no porto de Lisboa o baleeiro cipriota Sierra, em 1979, colocando e fazendo explodir minas colocadas por megulhadores no casco do navio, e depois disso repetiram a dose em mais nove locais e com outros tantos navios todos dedicados a caça ilegal de baleias. Mas nunca houve danos pessoais.

Thursday, December 06, 2007

Parabens Nini



Muitos Parabéns pelas tuas oitenta primaveras. Que o dia ainda se possa repetir por muitos e muitos anos.

(Foto da aniversariante com 20 anos de idade)

Wednesday, December 05, 2007

La dansa d'amor




Oh mare, n’és dia:
Al ball aniria d’amor

Oh mare lloada,
Me’n vaig a la dansa d’amor

Al ball aniria
Que fan a la Vila d’amor

Que fan a la vila
D’aquell que em volia d’amor

Que fan a la casa
D’aquell que estimava d’amor

D’aquell que em volia:
I em diran garrida d’amor

D’aquell que estimava:
I em diran jurada d’amor

Lletra: Rei Dionís de Portugal (D.Dinis)
(1261-1325)

Cançó 2 de l’album “Terra Secreta” de Maria del Mar Bonet

Una cançó preciosa de Toti Soler, obre un poema del rei medieval Dionís de Portugal, com un cânon barroc, envolta aquesta dansa en què una Jove comunica a la seva mare el desig d’acudir a una cita d’amor.

Fados


Carlos Saura, - el conegut cineasta aragonès, estrena “Fados” un viatge per l’ànima musical lusitana. “Fados” explora la intricada relació entre a música i la ciutat de Lisboa, i també l’evolució del fado des dels seus orígens, amb qualsevol arrel africans i brasilers fins als fadistes moderns.

Des de Maria Severa, una prostituta lisboeta que va morir cap al 1820 i que segons la llegenda és l’origen del fado, fins a Mariza sense oblidar els grans fadistes d’abans, com Amália Rodríguez o Alfredo Marceneiro.

Saura tampoc no oblida la relació del fado amb Brasil i Àfrica, des de les modinhas fins al fado batido, per recuperar les cançons i els ritmes que en aquesta anada i tornada tant han enriquit el fado.

Fins i tot el fado s’agermana amb el somni imposible d’Ibèria, quan el fado es fa flamenc i el flamenc fado gràcies a Mariza i el cantaor Miguel Poveda.

Segons Saura el fado és una forma de vda, una música que neix des del cor. Na forma musical viva per la seva força, sinceritat i honestedat. Només cal observar el sentiment dels fadists que sempre canten amb els ulls clubs.

“Amb Fados vull mostrar el meu amor, que la gent s’interessi pel fadoVisca Portugal! Què coi! Ni Espanta ni Portugal: Ibèria.” – ha dit Saura en la seva entrevista a Ramon Palomeras publicada en el periòdic Avui de Catalunya.

Mariza - Meu Fado Meu

Os presento la reina del Fado. Nacida hace 33 años en Mozambique, antigua colonia portuguesa en el Índico, esta reina del fado tiene la alma moldeada en el barrio lisboeta de Mouraria.

Recibió el European Border Breakers Award y cantó con Swing en el álbum oficial de los Juegos de 2004. Su éxito se extiende por todo el mundo: Albéniz, de Madrid; Teatre Grec de Barcelona, festivales de jazz de Chicago y San Francisco, Quebec o Nueva York. Considerada por la BBC la mejor artista europea, triunfa en Alemania, el Royal Albert Hall de Londres se viene abajo al oirla, igual que la Ópera de Frankfurt, el Théâtre de Ville en Paris, o la Filarmónica de Berlín. Revoluciona la Ópera de Sydney y en el 2006 recibe el Globo de Oro. En España tiene un público ferviente y ha cantado con José Mercé y Miguel Poveda. Ahora protagoniza con Carlos do Carmo y Camané, entre otros la película de Carlos Saura, - “Fados”- recién estrenada en las salas españolas.

Hay que oirla!

Tuesday, December 04, 2007

Peregrinaciones

El Periódico de Cataluña dedicaba uno de estos días un interesante artículo de media página titulado “Estraperlo a la portuguesa” dónde se relataba este nuevo fenómeno que son las multitudinarias peregrinaciones de familias portuguesas a España. Las diferencias notables de precios de la mayor parte de los productos entre Portugal y España causan cada día excursiones masivas de portugueses al otro lado de la frontera a comprar. Esta avalancha de compradores hacia España hace la delicia de las tiendas e gasolineras españolas próximas a la frontera pero casi causan la ruina, a las tiendas e gasolineras situadas en Portugal a menos de 50 kilómetros de la frontera. En Portugal el IVA es 5% más caro que en España bien como los impuestos sobre combustibles y tabaco son también mas elevados en Portugal.

Cuando se ha escribido el articulo el precio de un litro de gasolina de 95 octanos era de 1,08 euros en España, contra 1,32 en Portugal lo que supone un ahorro de 16,8 en un depósito de 70 litros. O por el mismo valor colocar más 15 litros de combustible.

“Compensa venir a España” - afirma Manuel – “Vivo a 150 kilómetros de la frontera. Vengo el fin de semana, lleno el depósito, hago la compra y vuelvo. Al final me ahorro, contando los gastos de viaje, unos 170 euros al mes”. Otro testigo el de Catarina que vive a solo 20 kilómetros “Hago mis compras en España, una o dos veces al mes. El tabaco, las verduras, los productos de limpieza, todo es más barato”, afirma.

Un estudio revela que 52% de los portugueses próximos de la frontera va de compras a España una vez al mes, el 20,6% una vez a la semana y un 5,3 % una vez al día.

Con esto las gasolineras lusas próximas a la frontera han perdido 80% de sus clientes.

Joao Pires, propietario de una empresa de transportes internacionales de Vila Nova de Cerveira, a unos 50 kilómetros del puente internacional sobre el río Miño, consumió el año pasado 7 millones de litros de gasóleo, de los que más de seis millones los compró en España, con lo que se ahorró casi medio millón de euros. “Tuvimos de reforzar nuestra política de compras en España, porque si no perdíamos competitividad y corríamos peligro de desaparecer”, explica el empresario.

Esta situación está desarrollando un creciente mercado negro pos cada vez son más los listillos que cruzan la frontera para hacer negocio una moderna versión de los estraperlistas de la posguerra española, pero sin cartilla de racionamiento. Compran gas, tabaco, alcohol, productos de limpieza o maquinaria y después lo revenden de forma ilícita en Portugal.

Es que una cajetilla de Ducados cuesta 0,55 céntimos más en Lisboa que en Madrid; una bombona de gas son 4,5 euros más; unas papillas de bebé valen 3 euros más, y un paquete de 20 kilos de caramelos vale 20 euros más.

Por todo esto en el caso de los combustibles, las compras en España ha reducido en 1,5% las emisiones de CO2 de Portugal. Ello se debe a que los efectos del protocolo de Kyoto, la contabilización de los gases emitidos se hace en función de a venta de combustibles. Por eso, aunque los gases se emitan en Portugal, si la gasolina y el gasóleo se compran en el país vecino, es a este que le constan en el inventario de emisiones de gases de efecto invernadero.