Friday, January 25, 2008
Tabacaria
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe
quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por
gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira.
Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso?
Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio?
Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim?
Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena; Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria
(para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira.
Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria
(metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o
Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe
Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da
Tabacaria sorriu.
Fernando Pessoa
O senhor da ASAE

O senhor da foto, presidente duma nova polícia que anda dando show mediatico por Portugal, multando a torto e a direito, sempre acompanhado pelas câmaras da televisäo e a quem MST denomina de novo Ayatollah, afirmou do alto da sua autoridade que "se näo quisermos viver nesta sociedade, poderemos sempre emigrar".
Ora bem, eu por näo querer viver nessa sociedade, já o fiz em 2003. Ao contrário de muitos outros compatriotas, que cruzam a fronteira apenas com o intuito de sustentar a família, eu busquei um exílio voluntário, única e exclusivamente porque o país que me viu nascer e onde vivi quarenta e muitos anos, me começou a meter nojo. Como näo faço parte das nomenclaturas que enriquecem robando os impostos pagos pelos portugueses que trabalham, enquanto a chamada justiça assobia para o lado, restava-me apertar o cinto, sobreviver e ir continuando a pagar os sempre elevados impostos que por aí se costumam cobrar. Exilei-me.
Hoje vivo a uns prudentes 1300 kms, desse país putrefacto, num local onde os governantes cumprem aquilo para que foram eleitos ou seja governar e zelar pelo bem estar dos cidadäos. Vivo num local com pleno emprego, sem mendigos, sem drogados a estacionarem carros, sem graffiteiros, um local com parques de estacionamento públicos onde a primeira hora é gratuita, onde as multas por estacionamento custam apenas 12 euros, onde os serviços de saúde e a SS säo eficientes e nos hospitais só existem quartos particulares (mesmo para o mais humilde emigrante), onde a justiça funciona e é eficaz praticamente näo existindo criminalidade. Ou seja o inverso dessa realidade à beira mar plantada.
Que o senhor da ASAE, os seus colegas de partido e já agora os do outro partido que com eles têm dividido a governaçäo, continuem nesse caminho. Caminho que conduziu Portugal ao ridículo em que se encontra hoje na Europa, e que levará à completa ruina do país dentro de alguns anos. Eu por mim, já estou em porto seguro.
Thursday, January 24, 2008
Wednesday, January 23, 2008
Viva Espanha!
Falar-se de crise num país que pelo terceiro ano consecutivo apresenta superavit económico (2% este ano), um país cujo PIB per capita näo para de crescer, - a Espanha já ultrapassou a Itália neste capítulo - um país onde a criaçäo de emprego aumenta diariamente (70.000 portugueses trabalham em Espanha neste momento) é para este luso observador perfeitamente patético e anedótico.
Quando como se espera ganhar as eleiçöes, Zapatero colocará as pensöes mínimas nos 850 euros!
Que podem dizer ou pensar os portugueses, um povo apático e desorientado tentando viver com salários e pensöes de miséria, um povo que paga os mais altos impostos da Europa (uma simples botija de gás custa em Portugal mais 4,5 euros que em Espanha) para sustentar uma elite de burocratas tacanhos e corruptos que apenas sabem viver à custa do orçamento do Estado e delapidando o pouco que o país produz? Elite que ano após ano väo conduzindo o país para a mais absoluta miséria?
Que podem dizer ou pensar os portugueses - cujo país desde há dez anos diverge dos restantes da Uniäo Europeia, - habituados a ouvir os políticos de turno no poder afiançar cada ano que no próximo é que será o ano da recuperaçäo? Que o país está em crise económica? Que a culpa é da conjuntura internacional?
Portugal está em crise mas é uma crise de moral. Que dura há trinta anos e näo tem soluçäo. Porque a soluçäo vai contra os interesses dessa mesma elite dominante.
Que digo eu, atento observador disto tudo? - pois, que viva Espanha!
Tuesday, January 15, 2008
Monday, January 14, 2008
Monday, January 07, 2008
Sunday, January 06, 2008
El Partido de Dios

Por lo considerar un texto notable paso a transcribir este articulo de opinión publicado en El Periódico de Catalunya en el dia 05 de Enero de autoria de José Manuel Fajardo.
LA IGLESIA CATÓLICA HA CONDICIONADO TRÁGICAMENTE LA VIDA POLÍTICA ESPAÑOLA DESDE HACE 500 AÑOS.
El paréntesis de tolerancia de la derecha, abierto con la transición política en España, se ha cerrado definitivamente. Cuando la izquierda intenta gobernar con medidas de izquierda, la España ultramontana y reaccionaria resurge para negarle el derecho a hacerlo, sembrando la discordia y anatemizando a quienes discrepan de sus opiniones. El Partido Popular ha rescatado el siniestro nacionalismo español que condujo al país a la dictadura franquista, y ahora los obispos rescatan el integrismo católico que ha sido la losa que ha aplastado sistemáticamente los intentos de modernización de España.
Lo acontecido en Madrid, es decir, la actuación de los obispos españoles como si fueran dirigentes de un partido político preconizando la imposición de su ideario no solo a los católicos sino a la sociedad entera, muestra el viejo afán de poder de la Iglesia católica, pero es reflejo también del modo como esa institución ha condicionado trágicamente la vida política española.
La Iglesia católica ha estado vinculada, desde el nacimiento del Estado español, a una concepción del poder autoritaria y despiadada que no ha dudado en sacrificar la vida de millones de españoles --enviándolos a la hoguera, al cadalso, a la cárcel o al exilio-- durante casi 500 años. No es casual que los primeros monarcas de España se llamaran Reyes Católicos. Ellos instauraron una alianza con la Iglesia para poner en marcha la primera maquinaria totalitaria de la modernidad: la Inquisición española.
Estado e Iglesia se confundieron y se utilizaron, en mutuo beneficio, durante los 350 años que duró la Inquisición. En ese tiempo, doctos clérigos enviaron a la tortura a cientos de miles de personas y ejecutaron al menos a 40.000; se persiguió cualquier forma de pensamiento disidente del catolicismo oficial; se obligó a convertirse a buena parte de las numerosas comunidades españolas judía y musulmana (siempre con la idea de que solo lo católico es auténticamente español) y se expulsó sin piedad a quienes se negaron a hacerlo.
Después, la mayor parte de la Iglesia española se embarcó en un sistemático acoso a aquellos judíos y moriscos que se habían convertido, víctimas predilectas de los inquisidores, anticipándose de nuevo a lo peor de nuestro tiempo, al establecer los llamados Estatutos de limpieza de sangre, las normas que discriminaban a quien tuviera un origen judío, por muy católica que fuera su fe. Un auténtico sistema de limpieza étnica y racista que envenenó la vida social al predicar la delación del vecino como valor moral, y sembró una semilla de intolerancia cuyos frutos continuaron incluso después de desaparecida la Inquisición.
Cada intento de ganar espacios de libertad en España ha chocado desde entonces con esa intolerancia católica. Una intolerancia que está latente en cualquier religión monoteísta organizada, pues si siempre es peligroso creerse en posesión de la verdad absoluta, todavía lo es más cuando se pretende que esa verdad ha sido revelada directamente por Dios. De las funestas consecuencias que tal punto de vista comporta da testimonio la historia del Papado de la Iglesia católica, llena durante siglos de conspiraciones, crímenes, guerras y abusos.
La Iglesia católica ha sido y es un Estado, con sus intereses y sus vicios, aunque estos se enmascaren tras beatíficas palabras y declaraciones de buenas intenciones, y en España ha vivido en simbiosis con el Estado español, condicionando sus decisiones y la vida cotidiana de generaciones de españoles, víctimas además en su vida familiar de la manipulación de sus enseñanzas, que han predicado una visión traumática y castradora de la sexualidad.
Se puede decir que, en buena medida, el progreso de la sociedad española ha pasado históricamente por los esfuerzos tendentes a poner fin a esa posición privilegiada de la Iglesia. Y en esos esfuerzos no han faltado tampoco católicos que desde el interior la Iglesia han alzado sus voces contra la intolerancia que se practicaba en nombre de su fe. Bartolomé de la Casas, que salió en defensa de los derechos de los indios americanos. Alonso de Cartagena, que se opuso a la persecución de los judíos conversos. Juan XXIII, que abrió la Iglesia al diálogo ecuménico. El cardenal Tarancón, que preconizó la separación de la Iglesia de la dictadura franquista. Pues si hay un riesgo de totalitarismo en toda religión organizada, ese riesgo no es necesariamente fatal, a condición de que en el seno de la Iglesia haya y tengan peso suficiente voces que alerten de él y que defiendan un espacio para la fe que sea respetuoso con quienes no la comparten. Lo mejor de la Iglesia católica se ha manifestado siempre cuando ha sido capaz de respetar a los otros.
Sin embargo, los obispos pretenden que el poder político solo es legítimo si se atiene a la moral católica disfrazada de ley natural. Que el Opus Dei, un producto del nacionalcatolicismo franquista, domine la política vaticana, quizá explique por qué ese tipo de actitudes cuentan con un respaldo papal inmerecido y equivocado, y también por qué los obispos han decidido actuar, sustituyendo ecumenismo por sectarismo, como si fueran el partido de Dios.
Claro que no hay que olvidar que Benedicto XVI fue durante años el director del organismo que sustituyó a la Inquisición en el seno de la Iglesia. Y es que la Historia pesa mucho.
Saturday, December 22, 2007
Merry Christmas John Lennon
Bon Nadal i Feliç 2008
Bom Natal e Feliz 2008
Happy Christmas and an Happy 2008
El Tio em Catalunha

O Tió é uma tradiçäo muito popular na Catalunha, que consiste numa maneira de distribuir os presentes no Natal. Basicamente trata-se de um tronco (tió) que se encontra envolvido por uma manta sob a qual se encontram os presentes. Antigamente os presentes eram torräo e outras guloseimas de Natal; agora encontram-se mais brinquedos electrónicos e barbies. Os pequenos da casa, cantando uma cançoneta e dando bastonadas no Tió, fazem-no "cagar" os presentes de Natal. "Caga tió, tió del bo si no et dono un cop de bastó" (Caga tió, tió bom, se näo dou-te um golpe de bastäo).
O tronco está coberto com uma manta para que näo arrefeça - diz-se às crianças, mas que serve para cobrir os presentes.
Para que o tió faça uma boa cagada deve ser alimentado durante os dias que precedem o Natal. Antes de começar a "cagada del tió" as crianças säo levadas a outra dependencia da casa (cozinha por exemplo) a molhar o pau com que malharäo no tió (altura que os pais aproveitam para esconder os presentes debaixo da manta).
Depois das bastonadas e das cançôes, destapa-se o tió e distribuem-se os presentes.
O tronco é depois queimado na lareira da casa servindo assim para aquecer o lar.
Wednesday, December 19, 2007
Fez

He visitado Fez por la primera vez en el lejano año de 1973. Poco ha cambiado la ciudad - cuya medina ha sido declarada en 1976 Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO,- desde entonces. Fez es una ciudad que ante todo hay que sentir. La ciudad está estructurada en tres unidades urbanas muy bien diferenciadas. La mas importante es Fez el Bali, la vieja medina árabe, después y no menos importante de ponto de vista histórico Fez el Jedid un conjunto que contiene el viejo barrio judío y el Palacio Real. Mas a sur está la mas reciente la Nouvelle Ville edificada por los franceses durante su protectorado, una ciudad como cualquiera otra sin gran interés cultural.
En las zonas antiguas es interesante ver el espectáculo de la calle. Pasan convoys de burros en estrechas callejuellas de regusto medieval, transportando las mas variadas variadas cosas. Hay que mirar sus patios, terrazas, zocos cúpulas y minaretes; huele a hierbabuena y a mugre, al jazmín y al azahar que destilan sus perfumistas y a las montañas apiladas de clavo, comino, azafrán el las tiendas de los zocos. El barrio de los curtidores, con su horrible olor.
Sus tejados lisos se llenan de creyentes que desenrollan sus tapiz de oración y se vuelven hacia Meca, a la llamada de los muezzins que chillan por los altavoces cinco veces al día. En el interior de Fez el Jedid se encuentra el barrio judío, o mellah, muchos de sus habitantes eran andaluces o portugueses huidos de la inquisición.
El asalto a los sentidos que provoca su visita es algo mágico. Una verdadero somorgujo en la Edad Media.
Wednesday, December 12, 2007
Saramago Iberico

Esta a entrevista que causou grande furor em Portugal e estupefacçäo em Espanha, e que por ser mencionada no post anterior passo a incluir:
"Não sou profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha" - José Saramago
JOÃO CÉU E SILVA (texto e foto)
Este foi o regresso mais longo de José Saramago a Portugal desde que a polémica que envolveu a candidatura do seu livro O Evangelho segundo Jesus Cristo ao Prémio Literário Europeu o levou para um "exílio" na ilha espanhola de Lanzarote. A atribuição do Prémio Nobel parece tê-lo feito esquecer essas mágoas, mas não amoleceu a sua visão da sociedade e da História, que continua a ser polémica. Como se pode ver nesta entrevista.
Durante dois dias, o Nobel da Literatura português sentou-se no sofá e analisou o estado do mundo.
Na única entrevista que concedeu durante a temporada passada na sua casa de Lisboa, falou muito de política, mais de literatura e também da vida e da morte. Pelo meio ficou o anúncio da criação da fundação com o seu nome e a revelação de que está a escrever um novo livro.
A união ibérica
Este regresso a Portugal é um perdão?
O país não me fez mal algum, não confundamos, nem há nenhuma reconciliação porque não houve nenhum corte. O que aconteceu foi com um governo de um partido que já não é governo, com um senhor chamado Sousa Lara e outro de nome Santana Lopes. Claro que as responsabilidades estendem-se ao governo, a quem eu pedi o favor de fazer qualquer coisa mas não fez nada, e resolvi ir embora. Quando foi do Prémio Nobel, dei uma volta pelo país porque toda a gente me queria ver, até pessoas que não lêem apareceram! E desde então tenho vindo com muita frequência a Lisboa.
Vive num país que pouco a pouco toma conta da economia portuguesa. Não o incomoda?
Acho que é uma situação natural.
Qual é o futuro de Portugal nesta península?
Não vale a pena armar -me em profeta, mas acho que acabaremos por integrar-nos.
Política, económica ou culturalmente?
Culturalmente, não, a Catalunha tem a sua própria cultura, que é ao mesmo tempo comum ao resto da Espanha, tal como a dos bascos e a galega, nós não nos converteríamos em espanhóis. Quando olhamos para a Península Ibérica o que é que vemos? Observamos um conjunto, que não está partida em bocados e que é um todo que está composto de nacionalidades, e em alguns casos de línguas diferentes, mas que tem vivido mais ou menos em paz. Integrados o que é que aconteceria? Não deixaríamos de falar português, não deixaríamos de escrever na nossa língua e certamente com dez milhões de habitantes teríamos tudo a ganhar em desenvolvimento nesse tipo de aproximação e de integração territorial, administrativa e estrutural. Quanto à queixa que tantas vezes ouço sobre a economia espanhola estar a ocupar Portugal, não me lembro de alguma vez termos reclamado de outras economias como as dos Estados Unidos ou da Inglaterra, que também ocuparam o país. Ninguém se queixou, mas como desta vez é o castelhano que vencemos em Aljubarrota que vem por aí com empresas em vez de armas...
Seria, então, mais uma província de Espanha?
Seria isso. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla la Mancha e tínhamos Portugal. Provavelmente [Espanha] teria de mudar de nome e passar a chamar-se Ibéria. Se Espanha ofende os nossos brios, era uma questão a negociar. O Ceilão não se chama agora Sri Lanka, muitos países da Ásia mudaram de nome e a União Soviética não passou a Federação Russa?
Mas algumas das províncias espanholas também querem ser independentes!
A única independência real que se pede é a do País Basco e mesmo assim ninguém acredita.
E os portugueses aceitariam a integração?
Acho que sim, desde que isso fosse explicado, não é uma cedência nem acabar com um país, continuaria de outra maneira. Repito que não se deixaria de falar, de pensar e sentir em português. Seríamos aqui aquilo que os catalães querem ser e estão a ser na Catalunha.
E como é que seria esse governo da Ibéria?
Não iríamos ser governados por espanhóis, haveria representantes dos partidos de ambos os países, que teriam representação num parlamento único com todas as forças políticas da Ibéria, e tal como em Espanha, onde cada autonomia tem o seu parlamento próprio, nós também o teríamos.
Há duas Espanhas
Os espanhóis olham-no como um deles?
Há duas Espanhas neste caso. Evidentemente, tratam-me como se fosse um deles, mas com as finanças espanholas ando numa guerra há, pelo menos, quatro anos porque querem que pague lá os impostos e consideram que lhes devo uma grande quantidade de dinheiro. Eu recusei-me a pagar e o meu argumento é extremamente simples, não pago duas vezes o que já paguei uma. Se há duplicação de impostos, então que o governo espanhol se entenda com o português e decidam. Eu tenho cá a minha casa e a minha residência fiscal sempre foi em Lisboa, ou seja, não há dúvidas de que estou numa situação de plena legalidade. Quanto aos impostos, e é por aí que também se vê o patriotismo, pago-os pontualmente em Portugal. Nunca pus o meu dinheiro num paraíso fiscal e repugna-me pensar que há quem o faça. O meu dinheiro é para aquilo que o Governo entender que serve.
Mas não pode negar que o olham como um deus...
Não diria tanto...
Mesmo sendo a crítica espanhola tão positiva em relação à sua obra?
Também já foi uma ou outra vez um pouco negativa - talvez devido às minhas posições políticas e ideológicas - mas de um modo geral tenho uma excelente crítica em toda a parte, como é o caso dos EUA, onde é quase unânime na apreciação da minha obra.
Monday, December 10, 2007
Union Iberica?

Ian Gibson en su articulo de opinión de “El Periódico de Catalunya” de ayer intitulado “De espaldas a Portugal” afirma que España siempre da la impresión de vivir de espaldas a Portugal, casi como se no existiera.
¿De dónde procede este no sentir a Portugal como algo cercano¿ pregunta. Del hecho que para los españoles el portugués hablado es más difícil de entender que para los portugueses el español para los portugueses? ¿De percibir o sospechar cierta hostilidad latente en muchos portugueses hacia España, hostilidad – segundo Gibson - originada siglos atrás con la anexión española de su territorio entre 1580 y 1640 y la siguiente guerra de independencia?
Ian Gibson piensa que sobretodo se trata de un problema lingüístico.
De hecho – afirma – se habla poquísimo de Portugal en los medios de comunicación españoles y que, para muchísimos ciudadanos, Portugal podría estar en la luna, o más allá.
Será que una hipotética unión de los dos países podría funcionar y superar recelos previos?
El fervoroso republicano Antonio Machado nada más producirse el cambio de 1931 aludió a la posibilidad, que reconocía lejana, de tal matrimonio.
Hoy en día es José Saramago – el primer escritor portugués que se ha hecho popular en España, quien vuelve a levantar la bandera de una futura Ibéria. Sus declaraciones al respecto acaban de recibir el beneplácito de otro premio Nobel, - Günter Grass – cujo apego a las tierras de Pirineos es bien conocido, y también tiene casa de verano en e Algarve portugués, que ha manifestado que la creación e un estado ibérico y federal que integrara Portugal y España “es una propuesta interesante” y ha añadido que “Un estado ibérico también tendría, en Europa un peso mucho mayor que el de dos estados aislados”.
Parece indudable pos se trataría de un Estado de unos 55 millones de habitantes, ubicado inmejorablemente entre Europa África, orientado tanto hacia el Atlántico como al Mediterráneo, y por lo tanto con un potencial extraordinario.
Pero que opina el pueblo lusitano de todo eso? Pregunto yo.
De momento casi 30% de a población aprobaría la integración de Portugal en España y pienso que dentro de unos años este numero se incrementará. La calidad de vida en Portugal se aleja cada ves más de la media europea, fruto de políticas erróneas e gobiernos incompetentes. Los sueldos no suben y los precios, eso si por las nubes a razón de impuestos elevados para sustentar la maquinaria del estado.
Hoy en día todo es más caro en Portugal que en España y los salarios son cerca de 30% menos. Eso cobrará factura dentro de algunos años. Esa tendencia lejos de se atenuar se podrá incrementar. Portugal es hoy en día un país completamente hundido.
En ese sentido será que quieren los españoles heredar un país de pobres? Yo pienso que no. Las empresas portuguesas ya las tienen las van comprando poco a poco.
Pienso en mi modesta opinión que el sueño de la unión ibérica nunca se realizará. No a causa de Portugal pero, eso si, porque antes Cataluña se tornará un estado independiente.
Les uns et les autres - Un parfum de fin du monde
From the film "Les uns et les autres" - Claude Lelouch (1981)
Escenas de Matrimonio

“Escenas de Matrimonio” es el programa més vist a Catalunya.
Per a molta gent, que aquest programa lideri la audiencia amb 800.000 espectadors enganxats al programa és un despropòsit.
José Luis Moreno, el productor d’aquesta sèrie, també ha estat el responsable d’una altre sèrie amb moltissim èxit, potser la de més èxit dels darrers temps de la televisió, - “Aquí no hay quien viva”.
Jo vaig estar enganxat amb las dos.
Encara que els guions són molt repetitius e amb els mateixos incidents entre les tres parelles de diferents edats, (30, 40 i 60) no estic d’acord amb les critiques que acusen la sèrie de mal gust. És veritat que el programa és un d’aquells espais que exigeixen poc a l’espectador. Però és molt divertit i s’han de fer cosas per riure, cosas que ens féssim oblidar el avorrit que ès la vida.
Sunday, December 09, 2007
La Lampara Marina
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Cuando tú desembarcas en Lisboa,
cielo celeste y rosa rosa,
estuco blanco y oro,
pétalas de ladrillo,
las casas,
las puertas,
los techos,
las ventanas salpicadas del oro limonero,
del azul ultramar de los navíos.
Cuando tú desembarcas
no conoces,
no sabes que detrás de las ventanas
escuchan,
rondan
carceleros de luto,
retóricos, correctos,
arreando presos a las islas,
condenando al silencio,
pululando
como escuadras de sombras
bajo ventanas verdes,
entremontes azules,
la polícia
bajo las otoñales cornucopias
buscando portugueses,
rascando el suelo,
destinando los hombres a la sombra.
Oh Portugal hermoso,
cesta de fruta y flores,
emerges
en la orilla plateada del océano,
en la espuma de Europa,
con la cítara de oro
que te dejó Camoens,
cantando con dulzura,
esparciendo en las bocas del Atlántico
tu tempestuoso olor de vinerías,
de azahares marinos,
tu luminosa luna entrecortada
por nubes e tormentas.
Pero,
portugués de la calle,
entre nosotros,
nadie nos escucha,
sabes dónde está Álvaro Cunhal?
Reconoces la ausencia
del valiente
Militao?
Muchacha portuguesa,
pasas como bailando
por las calles rosadas de Lisboa,
pero, sabes dónde cayó Bento Gonçalves,
el portugués más puro,
el honor de tu mar y de tu arena?
Sabes
que existe
una isla,
la Isla de la Sal
y Tarrafal en ella
vierte sombra?
Sí, lo sabes, muchacha,
muchacho, sí, lo sabes.
En silencio
la palabra
anda con lentitud pero recorre
no sólo el Portugal, sino la tierra.
Sí sabemos,
en remotos países,
que hace trinta años
una lápida
espesa como tumba o como túnica
de clerical murciélago,
ahoga, Portugal, tu triste trino,
salpica tu dulzura
con gotas de martirio
y mantiene sus cúpulas de sombra.
De tu mano pequeña en otra hora
salieron criaturas
desgranadas
en el asombro de la geografía.
Así volvió Camoens
a dejarte una rama de jazmines
que siguió floreciendo.
La inteligencia ardió como una viña
de transparentes uvas
en tu raza.
Guerra Junqueiro entre las olas
dejó caer su trueno
de libertad bravía
que transportó el océano en su canto,
y otros multiplicaron
tu esplendor de rosales y racimos
como si de tu territorio estrecho
salieron grandes manos
derramando semillas
para toda la tierra.
Sin embargo,
el tiempo te ha enterrado.
El polvo clerical
acumulado en Coimbra
cayó en tu rostro
de naranja oceánica
y cubrió el esplendor de tu cintura.
Portugal,
vuelve al mar, a tus navíos,
Portugal, vuelve al hombre, al marinero,
vuelve a la tierra tuya, a tu fragancia,
a tu razón libre en el viento,
de nuevo
a la luz matutina
del clavel y la espuma.
Muéstranos tu tesoro,
tus hombres, tus mujeres.
No escondas más tu rostro
de embarcación valiente
puesta en las avanzadas del Océano.
Portugal, navegante, >br>descubridor de islas,
inventor de pimientas,
descubre el nuevo hombre,
las islas asombradas,
descubre el archipiélago en el tiempo.
La súbita
aparición
del pan sobre
la mesa,
la aurora,
tú, descúbrela,
descubridor de auroras.
Cómo es esto?
Cómo puedes negarte
al cielo de la lúz tú, que mostraste
caminos a los ciegos?
Tú, dulce y férreo y viejo,
angosto y ancho padre
del horizonte, cómo
puedes cerrar la puerta
a los nuevos racimos
y al viento con estrellas del Oriente?
Proa de Europa, busca
en la corriente
las olas ancestrales,
la marítima barba
de Camoens.
Rompe
las telarañas
que cubrentu fragante arboladura,
y entonces
a nosotros los hijos de tus hijos,
aquellos para quienes
descubriste la arena
hasta entonces oscura
de la geografía deslumbrante,
muéstranos que tú puedes
atravesar de nuevo
el nuevo mar oscuro
y descobrir al hombre que ha nacido
en las islas más grandes de la tierra.
Navega, Portugal, la hora
llegó, levanta
tu estatura de proa
y entre las islas y los hombres vuelve
a ser camino.
En esta edad agrega
tu luz, vuelve a ser lámpara:
aprenderás de nuevo a ser estrella.
Pablo Neruda
(1953)
Saturday, December 08, 2007
Ecoterrorismo

Paul Watson, o líder da organizaçao Sea Shepherd, também acusado de ser um ecoterrorista, prepara-se para partir à caça de caçadores de baleias. Neste momento uma frota de navios japoneses ruma às àguas da Antárctida com o objectvo de caçar mil baleias. Enquanto os seus colegas do Greenpeac, abordam os navios pesqueiros com os seus barcos insufláveis e pancartas de protesto para jornalista ver e opiniao ública mundial consumir, a Sea Shepherd prepara-se para usar métodos menos ortodoxos como seja, abalroamentos ou lançamento para o convés dos navios pesqueiros de granadas de produtos como o àcido botanóico, uma substância que se encontra no vomitado e na manteiga rançosa.
Segundo Paul Watson - que foi expulso da Greepeace que ajudou a fundar em 1975 por ser considerado demasiado agressivo, - há que salvar a Migaloo, uma rarísima baleia de bossa branca que habita os mares do Sul.
A Sea Shepherd já afundou no porto de Lisboa o baleeiro cipriota Sierra, em 1979, colocando e fazendo explodir minas colocadas por megulhadores no casco do navio, e depois disso repetiram a dose em mais nove locais e com outros tantos navios todos dedicados a caça ilegal de baleias. Mas nunca houve danos pessoais.
Thursday, December 06, 2007
Parabens Nini
Wednesday, December 05, 2007
La dansa d'amor

Oh mare, n’és dia:
Al ball aniria d’amor
Oh mare lloada,
Me’n vaig a la dansa d’amor
Al ball aniria
Que fan a la Vila d’amor
Que fan a la vila
D’aquell que em volia d’amor
Que fan a la casa
D’aquell que estimava d’amor
D’aquell que em volia:
I em diran garrida d’amor
D’aquell que estimava:
I em diran jurada d’amor
Lletra: Rei Dionís de Portugal (D.Dinis)
(1261-1325)
Cançó 2 de l’album “Terra Secreta” de Maria del Mar Bonet
Una cançó preciosa de Toti Soler, obre un poema del rei medieval Dionís de Portugal, com un cânon barroc, envolta aquesta dansa en què una Jove comunica a la seva mare el desig d’acudir a una cita d’amor.
Fados

Carlos Saura, - el conegut cineasta aragonès, estrena “Fados” un viatge per l’ànima musical lusitana. “Fados” explora la intricada relació entre a música i la ciutat de Lisboa, i també l’evolució del fado des dels seus orígens, amb qualsevol arrel africans i brasilers fins als fadistes moderns.
Des de Maria Severa, una prostituta lisboeta que va morir cap al 1820 i que segons la llegenda és l’origen del fado, fins a Mariza sense oblidar els grans fadistes d’abans, com Amália Rodríguez o Alfredo Marceneiro.
Saura tampoc no oblida la relació del fado amb Brasil i Àfrica, des de les modinhas fins al fado batido, per recuperar les cançons i els ritmes que en aquesta anada i tornada tant han enriquit el fado.
Fins i tot el fado s’agermana amb el somni imposible d’Ibèria, quan el fado es fa flamenc i el flamenc fado gràcies a Mariza i el cantaor Miguel Poveda.
Segons Saura el fado és una forma de vda, una música que neix des del cor. Na forma musical viva per la seva força, sinceritat i honestedat. Només cal observar el sentiment dels fadists que sempre canten amb els ulls clubs.
“Amb Fados vull mostrar el meu amor, que la gent s’interessi pel fadoVisca Portugal! Què coi! Ni Espanta ni Portugal: Ibèria.” – ha dit Saura en la seva entrevista a Ramon Palomeras publicada en el periòdic Avui de Catalunya.
Mariza - Meu Fado Meu
Os presento la reina del Fado. Nacida hace 33 años en Mozambique, antigua colonia portuguesa en el Índico, esta reina del fado tiene la alma moldeada en el barrio lisboeta de Mouraria.
Recibió el European Border Breakers Award y cantó con Swing en el álbum oficial de los Juegos de 2004. Su éxito se extiende por todo el mundo: Albéniz, de Madrid; Teatre Grec de Barcelona, festivales de jazz de Chicago y San Francisco, Quebec o Nueva York. Considerada por la BBC la mejor artista europea, triunfa en Alemania, el Royal Albert Hall de Londres se viene abajo al oirla, igual que la Ópera de Frankfurt, el Théâtre de Ville en Paris, o la Filarmónica de Berlín. Revoluciona la Ópera de Sydney y en el 2006 recibe el Globo de Oro. En España tiene un público ferviente y ha cantado con José Mercé y Miguel Poveda. Ahora protagoniza con Carlos do Carmo y Camané, entre otros la película de Carlos Saura, - “Fados”- recién estrenada en las salas españolas.
Hay que oirla!
Tuesday, December 04, 2007
Peregrinaciones
Cuando se ha escribido el articulo el precio de un litro de gasolina de 95 octanos era de 1,08 euros en España, contra 1,32 en Portugal lo que supone un ahorro de 16,8 en un depósito de 70 litros. O por el mismo valor colocar más 15 litros de combustible.
“Compensa venir a España” - afirma Manuel – “Vivo a 150 kilómetros de la frontera. Vengo el fin de semana, lleno el depósito, hago la compra y vuelvo. Al final me ahorro, contando los gastos de viaje, unos 170 euros al mes”. Otro testigo el de Catarina que vive a solo 20 kilómetros “Hago mis compras en España, una o dos veces al mes. El tabaco, las verduras, los productos de limpieza, todo es más barato”, afirma.
Un estudio revela que 52% de los portugueses próximos de la frontera va de compras a España una vez al mes, el 20,6% una vez a la semana y un 5,3 % una vez al día.
Con esto las gasolineras lusas próximas a la frontera han perdido 80% de sus clientes.
Joao Pires, propietario de una empresa de transportes internacionales de Vila Nova de Cerveira, a unos 50 kilómetros del puente internacional sobre el río Miño, consumió el año pasado 7 millones de litros de gasóleo, de los que más de seis millones los compró en España, con lo que se ahorró casi medio millón de euros. “Tuvimos de reforzar nuestra política de compras en España, porque si no perdíamos competitividad y corríamos peligro de desaparecer”, explica el empresario.
Esta situación está desarrollando un creciente mercado negro pos cada vez son más los listillos que cruzan la frontera para hacer negocio una moderna versión de los estraperlistas de la posguerra española, pero sin cartilla de racionamiento. Compran gas, tabaco, alcohol, productos de limpieza o maquinaria y después lo revenden de forma ilícita en Portugal.
Es que una cajetilla de Ducados cuesta 0,55 céntimos más en Lisboa que en Madrid; una bombona de gas son 4,5 euros más; unas papillas de bebé valen 3 euros más, y un paquete de 20 kilos de caramelos vale 20 euros más.
Por todo esto en el caso de los combustibles, las compras en España ha reducido en 1,5% las emisiones de CO2 de Portugal. Ello se debe a que los efectos del protocolo de Kyoto, la contabilización de los gases emitidos se hace en función de a venta de combustibles. Por eso, aunque los gases se emitan en Portugal, si la gasolina y el gasóleo se compran en el país vecino, es a este que le constan en el inventario de emisiones de gases de efecto invernadero.
Sunday, January 07, 2007
Friday, January 05, 2007
Desaparece e cala-te
Por proposta do governo, "João Cravinho vai renunciar ao mandato de deputado do PS na Assembleia da República para ser administrador do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), em Londres."O homem que com as suas tomadas de posição anti corrupção, se estava a tornar embaraçoso para o governo, é mandado para Londres com um tacho chorudo.
Elucidativo.
Saturday, December 30, 2006
Torre Agbar

Jean Nouvel inspirou-se no legado arquitectónico de Gaudi e nas montanhas de Montserrat para conceber esta jóia de arquitectura bio-climática.
Devido à sua forma fálica, foi motivo de algum gozo por parte dos barceloneses, que apelidaram o edifício, entre outras coisas de vibrador ou supositório. Chamem-lhe o que quiserem a Torre Agbar representa um marco no sky-line de Barcelona.
No dia da inauguração ostentava orgulhosamente as cores do Barça.
Friday, December 29, 2006
Wednesday, December 27, 2006
Tuesday, December 26, 2006
Medicina cubana
| Ao ler hoje esta notícia na imprensa espanhola, assaltou-me uma simples questão: porque terá sido necessária esta viagem de um especialista espanhol, a um país que se vangloria de ter uns serviços de saúde de excelência? Madrid. (EUROPA PRESS) .- El consejero de Sanidad de la Comunidad de Madrid, Manuel Lamela, confirmó hoy que el jefe de cirugía del Hospital Público Gregorio Marañón, José Luis García Sabrido, se desplazó el pasado jueves a La Habana (Cuba) para valorar el estado de salud de Fidel Castro y estudiar la pertinencia de realizarle una intervención. Además, el representante madrileño explicó, en declaraciones a RNE recogidas por Europa Press, que, desde el pasado mes de junio, los servicios sanitarios de la Comunidad de Madrid han enviado diversos medicamentos a petición del Gobierno de Cuba, a través de su Embajada. Según confirmó el responsable de la Sanidad madrileña, el Ejecutivo regional seguirá "dando el apoyo, los medicamentos y la asistencia que el Gobierno cubano pueda demandar en cada momento", ya que, recordó Lamela, "el auxilio en materia sanitaria es una obligación internacional". El consejero de Sanidad de la Comunidad de Madrid hizo estas declaraciones a la prensa en su visita al Hospital Niño Jesús de Madrid, en compañía de la presidenta de la Comunidad, Esperanza Aguirre, para felicitar la Navidad al personal de guardia del centro y para transmitir su ánimo a los menores ingresados en fechas navideñas. |
Boxing Day
So what is Boxing Day all about?....
Boxing Day originated in England in the middle of the nineteenth century under Queen Victoria. December 26th, or Boxing Day is a holiday celebrated in Britain, Australia, New Zealand, Canada, and other Commonwealth countries. It is spent with family and friends at open gatherings with lots of food, fun, friendship and love. Boxing Day is so called because it was the custom on that day for tradesmen to collect their Christmas boxes or gifts in return for good and reliable service throughout the year. Boxing Day is also St. Stephen's Day. St Stephen was a little known saint who achieved eternal fame by being the first Christian to be martyred for his faith by being stoned to death shortly after Christ's crucifixion.The traditional celebration of Boxing Day included giving money and other gifts to charitable institutions, needy individuals, and people in service jobs. The holiday may date from the Middle Ages (A.D. 400's--1500's), but the exact origin is unknown. It may have begun with the lords and ladies of England, who presented Christmas gifts in boxes to their servants on December 26. Or it may have begun with priests, who opened the church's alms (charity) boxes on the day after Christmas and distributed the contents to the poor.Some say the tradition stems from Roman times when money to pay for athletic games was collected in boxes. Amongst the ruins of Pompeii, boxes made out of earthenware with slits in the top full of coins have been found. Later the Romans brought the idea of collecting boxes to Britain, and monks and clergy soon used similar boxes to collect money for the poor at Christmas. On the day after Christmas, the priests used to open the boxes and distribute the contents to the poor of the village. Thus this day came to be called Boxing Day.While government buildings and small businesses are closed, the malls are filled with people either exchanging gifts or buying reduced priced Christmas gifts, cards, and decorations. Christmas Eve, Christmas Day and Boxing day is classed as the Christmas Season with Boxing day falling on the following Monday if December 26th falls on a Saturday or Sunday.
From: Paul Denton web page
Sunday, December 24, 2006
Tempting Santa
| A beautiful innocent young girl wants to meet Santa Claus so she puts on a robe and stays up late on Christmas Eve. Santa arrives, climbs down the chimney, and begins filling the socks. He is about to leave when the girl, who happens to be a gorgeous redhead, says in a sexy voice, "Oh Santa, please stay. Keep the chill away." Santa replies, "HO HO HO, Gotta go, gotta go. Gotta get the presents to the children, you know." The girl drops the robe to reveal a sexy bra and panties and says in an even sexier voice, "Oh Santa, don't run a mile; just stay for a while..." Santa begins to sweat but replies, "HO HO HO, gotta go, gotta go. Gotta get the presents to the children, you know." The girl takes off her bra and says, "Oh Santa... Please... Stay." Santa wipes his brow but replies, "HO HO HO, gotta go, gotta go. Gotta get the presents to the children, you know." She loses the panties and says, "Oh Santa... Please... Stay...." Santa, with sweat pouring off his brow, says, "HEY HEY HEY, Gotta stay, Gotta stay! Can't get up the chimney with my pecker this way!!! |
Friday, December 22, 2006
Contributo
AAAh!
Ooooohh!
Aaaaaaahhhhhhh,... Ahhhhhhhhh,
Aaaahhhhhhh!
Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh!
Pronto.
Acabo de dar a minha contribuição para a Paz Mundial.
Não se esqueça de o fazer também.
Thursday, December 21, 2006
Wednesday, December 20, 2006
A torre caiu
O presidente da câmara de Cascais, anunciou que - dada celeuma em boa hora levantada, - decidira que a construção da torre de vidro na marina de Cascais já não se realizaria. A implosão aconteceu.
Cascais agradece.
A vergonha
| O Eurostat confirmou ontem o contínuo empobrecimento relativo de Portugal que se vem verificando desde 1999, cujo PIB nos últimos anos caiu 10% em relação à média europeia. E, segundo o mesmo organismo a tendência de descida continuará nos próximos anos. Estes números são uma vergonha para todos e cada um de nós portugueses, mas principalmente para a Gloriosa Classe de Iluminados que nos (des) governa e que década após década vem conduzindo o país - que não eles - à ruína e ao descalabro. Mas Vergonha é sentimento desconhecido para os políticos. Assim, salve-se quem puder. |
Tuesday, December 19, 2006
France Gall - Poupee De Cire, Poupee De Son
Era uma vez um menino, de dez anos de idade que estava a ver a festival da eurovisão. Foi quando apareceu esta cantora de voz doce com a sua Poupée de Cire Popupée de Son. Esse menino ficou siderado, fulminado por uma paixão platónica que não o largou por alguns meses. Quanto à música, ganhou o festival.
Monday, December 18, 2006
Ode to my pussy

ODE TO MY PUSSY
Darling Pussy, hairy pussy
where have you been?
I can see you've been a-rovin'
Ur on the prrrrowl again
My sweet 'lil pussy
I'll stroke you in the sun
I'll pet you in the evening
When ur fun has just begun
She just loves to have a stroke
She loves them day and night
And if you'd care to stroke her, too
You'll never have a fight
Lady Penelope of Huntington
is her full and proper name
A Purebred Pussy to be sure
A certificate's her claim
Gorgeous Pussy, lines so pure
and lovely to behold
I'd love to do a sculpture
And cover it with gold
Could you imagine? Golden Pussy?
Immortalzed and shiny?
I could do it supersize
or i could do it tiny.
A equipa de Deus
"O Secretário da Santa Sé revelou a intenção do Vaticano formar uma equipa de futebol para competir ao mais alto nível.
Na antevisão do Secretário da Santa Sé, Tarcisio Bertone, o Vaticano conseguirá construir «uma equipa magnífica», capaz de disputar ligas nacionais e internacionais.
O onze alinhará com as cores da bandeira do Vaticano – amarelo e branco – e os jogadores serão seleccionados «das universidades pontifícias».
Saturday, December 16, 2006
Força miúda!

Thursday, December 14, 2006
Pagador de promessas
Passeando pela internet deparei com esta actividade no campo dos serviços que seguramente deverá ser uma boa oportunidade de negócio. Aproveitei mais uma vez para dar Graças a Deus por ser ateu. |
Wednesday, December 13, 2006
Púdrete carnicero!
Monday, December 11, 2006
O valor da peseta
| Interessante o artigo de Paulo Portas no Sol desta Semana. Lembra as suas tias-avós castelhanas, católicas e monárquicas e da Espanha de alpercatas desses tempos. Compara a evolução do país vizinho com Portugal nos últimos cinquenta anos, desde que a peseta valia exactamente metade do escudo. Diz que ninguém imaginaria que a Espanha chegasse onde chegou, que a transformação de Espanha é um milagre humano e que por ser tão próxima mais envergonha o resultado de Portugal no mesmo período. Acrescenta que, não sendo abonatório Portugal cresceu o que naturalmente teria de crescer. Depois vêm explicados seus os porquês: Primeira razão - Franco foi melhor que Salazar. Segunda razão - Juan Carlos foi melhor que a revolução. Terceira razão - Felipe González foi melhor que Soares e Guterres. Quarta razão - Aznar foi melhor do que Cavaco e Durão. Portas não quer falar de Sapatero mas adianta que o actual PM espanhol está a ser imprudente. A análise não deixa de ser interessante vindo de alguém que teve responsabilidades partidárias e governativas. Não concordo com Paulo Portas quando diz que Portugal cresceu o que naturalmente teria de crescer. Na verdade acho que pior seria impossível e que Portugal cresceu de acordo com a péssima governação que recebeu ao longo dos últimos cinquenta anos. É que não se trata só de milagre espanhol. Veja-se onde está hoje Irlanda e a Grécia, países que estavam com situações de desenvolvimento semelhantes. É verdade que Salazar governou como um provinciano e com a sua política de condicionamento industrial não permitiu que o país se desenvolvesse; (ao contário de Franco que apostou na indústria). A revolução destruiu as poucas bases produtivas que o país tinha e começaram os governos da irresponsabilidade. Irresponsabilidade, que se pode desculpar durante um processo revolucionário, mas que é absolutamente inadmissivel num país com democracia plena. E na verdade Portugal continuou a ser (des) governado de forma irresponsável. Todos foram piores que os espanhóis. Eu diria que todos foram piores que todos. Pior seria impossível. Deixou-se chegar a administração pública onde chegou. Um completo atoleiro. Deixou-se chegar a Justiça, um dos pilares de qualquer democracia, onde chegou. A corrupção é campeante e a impunidade total. Desbarataram-se alegremente os milhões da Comunidade enquanto os outros os aproveitaram proveituosamente. Os resultados estão à vista. Pagamos mais impostos e ganhamos menos. Trabalhamos mais, mas sem produtividade. O salário mínimo é quase "africano". Os portugueses novamente emigram. Somos uma vergonha. E os que conduziram o país a esta vergonhosa situação continuam lá; numa política de compadrios vão trocando cargos, vão amealhando para reformas douradas. Tal e qual como em qualquer república africana. Só que aqui meus senhores, é Europa. |
Sunday, December 10, 2006
Não resistiu
Saturday, December 09, 2006
Pinochet resiste

Friday, December 08, 2006
A nega

Carmona é um brincalhão
| Perante a existência de um parecer negativo vinculativo da CCDR ao qual a Câmara de Lisboa é obrigada a obedecer, parece que tudo vai voltar à estaca zero, pois Carmona vai ter de anular a aprovação. O TGV volta assim a ter terrenos por onde poderá passar. Resta-nos aguardar pelas trapalhadas que aí virão já de seguida com as obras do TGV e da Ota. Assim se vai gerindo este país. Estejam à vontade excelências, nós cá estamos para apertar o cinto. |
Thursday, December 07, 2006
Morreu o porco do George Clooney!!

Wednesday, December 06, 2006
06/12

| Faz hoje anos lembras? Primeiro me piscaste um olho Depois te insinuaste toda quando Baixinho me cantaste ao ouvido Que eu tinha aquilo que tu mais precisavas A tua música primeiro surpreendeu-me Depois despertou-me os sentidos Olhei-te, enlacei-te, estendi-te a mão Vem comigo convidei Hesitante recusaste Mas logo de seguida me estendeste a mão E então juntos fomos descobrir o paraiso Nunca te esquecerei Christina Aguilera |
Tuesday, December 05, 2006
Sex Shopping
| Se neste Natal quer oferecer ao seu parceiro(a) algo de original, diferente e excitante vá a Coco de Mer uma loja londrina de artefactos eróticos. Um aviso; não é barato. |
Monday, December 04, 2006
O Alhambra

"Chora agora, como uma mulher, o reino que não soubeste defender como um homem!" Esta foi a célebre frase que a mãe de Boabdil lhe digiriu baixinho, quando acompanhados pelo seu séquito, deixavam para trás o Alhambra e atravessando a Sierra Nevada se dirigiam a África, ao exílio. Boabdil acabava de entregar o seu reino - sem luta - a Fernando e Isabel de Castela, pondo assim fim ao último reduto do islão em solo ibérico. Para trás ficavam dez anos de intensas lutas, até que o reino mouro se desse por vencido. O acordo de capitulação previa que os mouros poderiam permanecer no seu território conservando a sua religião, as suas leis e até os seus próprios magistrados. Sob estas condições, os reis católicos entravam triunfantes no Alhambra no dia 2 de Janeiro de 1492.Logo no dia seguinte, começavam a fazer tábua rasa das condições acordadas. A barbárie cristã, começaria a ditar a força da sua lei e a vida nestes reinos, outrora um oásis de tolerância e bem estar, tornar-se-ia a pouco e pouco num inferno. Nenhuma residência real, poderá ascender a estar tão perto do sublime, como o Alhambra e os jardins do Generalife. Eles são a marca deixada para a posteridade por uma civilização que havia atingido o seu apogeu e onde muçulmanos, judeus e cristãos sempre haviam convivido num espírito de tolerância e paz, até que o absurdo aconteceu. O Alhambra foi construído entre os séculos XII e XIV por vários monarcas da dinastia dos Nasrides, que governaram o Reino de Granada até à data da sua capitulação. Numa extrema harmonia de ligação entre palácios, pátios e jardins, aí se combinam de forma magistral simetrias e assimetrias, jogos de luz e sombra, sons de àguas e silêncios, lagos procurando a dupla perspectiva do reflexo da àgua, pavimentos de mármore, azulejos, gessos esculpidos, claustros de madeira. Sempre na busca perpétua do bem estar do espírito de acordo com a fé corânica. No seu livro "A Cidade Moderna", Le Corbusier fala do Alhambra como exemplo de concretização das modernas teorias sobre arquitectura pela "combinação inteligente, correcta e magnífica de volumes unidos sob a luz". O Alhambra é o monumento mais visitado de Espanha. Considero imprescindivel que também o conheça. |
Sunday, November 26, 2006
Just punctuation
| An English professor wrote the words, "A woman without her man is nothing" on the blackboard, and directed the students to punctuate it correctly. The men wrote: "A woman, without her man, is nothing." The women wrote: "A woman: without her, man is nothing." |
Orgasmo pela Paz
Vamos todos, - habitantes deste planeta - ter um Orgasmo Global no próximo dia 22 de Dezembro, dia do Solsticio de Inverno.
Adere à iniciativa da GlobalOrgasm.org e participa no orgasmo global sincronizado, capaz de gerar uma onda positiva no campo magnético da Terra, para um mundo melhor com menos guerras e mais paz.
Friday, November 24, 2006
O Reino da Imbecilidade
| Leio, atónito que a câmara de Lisboa aprovou, a conta relógio e horas antes de o governo legislar sobre o assunto, um loteamento urbano para a àrea de passagem prevista do TGV, originando assim dezenas de milhões de euros de indemnizações pelos "lesados" interesses dos donos do terreno. Que Portugal é, tem sido e continuará a ser dirigido por imbecis, não é novidade para ninguém. Agora, isto ultrapassa tudo. E depois mandam-nos apertar o cinto! Se fosse em Espanha por muito menos alguém iria preso. |
Wednesday, November 22, 2006
A Mulher Portuguesa

| Acusaram-me de estar sempre a botar abaixo o que é português. Pois então hoje vou deixar um apontamento de algo genuinamente português e que, pelo menos em Espanha faz muito sucesso. As portuguesas. Muitas vezes me perguntei porque os espanhóis gostam tanto das nossas mulheres. Certamente será porque têm bom gosto. |
Monday, November 20, 2006
Chuva de estrelas
O Guia Michelin acaba de atribuir cinco novas estrelas a outros tantos restaurantes catalães, ficando a Catalunha com um total de 38 restaurantes premiados. Com três estrelas continuam o "El Bulli" na localidade de Roses, do mundialmente conhecido Ferran Adrià, o "Can Fabes" em Sant Celoni do mítico Santi Santimaria (na foto) e o "Sant Pau" situado em Sant Pau de Mar da já célebre Carme Ruscalleda, esta chegada o ano passado ao clube das três estrelas.Com duas estrelas continua o "El Celler de Can Roca" em Girona.
Seguem-se 34 restaurantes com uma estrelinha.
Se notarmos que a região de Madrid apenas tem sete restaurantes estrelados e que Portugal, um país que se gaba da sua cozinha ter meia dúzia de restaurantes e apenas com uma estrela, ficamos com a noção exacta da pujança da alta cozinha catalã.
O ano passado, em Girona havia acabado de visitar a catedral e estava na hora de almoçar. Assim, tive de escolher um restaurante e ao acaso optei por um, mesmo junto à catedral que anunciava o menú por 10 euros. Escolhi-o mais pelo preço e apenas no intuito de enganar a fome, pois pouco mais esperava do dito restaurante, apesar duma decoração cuidada e apelativa. Infelizmente não me recordo do nome da casa.
A entrada estava óptima e era um prenúncio para a carne à jardineira que se seguiria como prato principal. Sem dúvida a melhor que comi em toda a minha vida. O postre também estava invulgarmente delicioso. Tudo, com um copo de vinho tinto incluído, por apenas 10 euros!
E depois dizem que em Portugal é que se come bem e barato.
Friday, November 10, 2006
Mujer Latina

| Hoy me gustaria hablar de esta impresionante mujer latina que ha triunfado en la vida personal i profesional. Al contrario de la mayoría de los famosos, ella lleva años casada con Orson, su marido, que además es su manager y asesor; al contrario de los cuerpos escuálidos de la mayoria de las stars, ella luce sus curvas con orgullo. También luce su raza, su talento, su pasión, en pocas palabras Paz Vega es... el triunfo de la mujer latina. Un dia se vino de Sevilla a Madrid, y entonces lo tenía clarísimo que valía para ser actriz. De la mano de Pedro Almodóvar con “Hable con ella” y Medem con “Lucía y el sexo” llegaria al estrellato. Mas tarde serian las peliculas, “El otro lado de la cama”, “Carmen”, “Di que sí” y “Spanglish”-con las que comenzaba su carrera en hollywood. Después “Fade to black” también una producción de Hollywood y las recientes “Teresa, Muerte y Vida” y “Los Borgia”. Apenas con 30 años, Paz Vega tiene ja a sus espaldas una sólida carrera en el cine. Sigue, sigue que tu me encantas guapetona. |
Govern d'Entesa?

| En Catalunya el partit que ha guanyat, i amb molta diferència les eleccions, dilluns passat, passarà de nou a l'oposició. Montilla, el candidat que ha perdut amb rotunditat, serà el nou president de la Generalitat. Molts catalanans es sentem estafats i traits. Crec que vosaltres, catalans es mereixem una millor honorabilitat per part dels vostres polítics. A Catalunya de la mateixa manera que a Portugal o a qualsevol lloc, per els politics, abans de tot el poder i molt després el país. |
Thursday, November 09, 2006
Dime

mi recuerdo siempre empieza en el momento en que unimos nuestras manos como en el final de un cuento. A tu lado cada dia es un regalo unas veces misterioso, otras tan bello que olvido lo pasado pero no pienses por ello que mi amor es la tormenta del verano agua que es recuerdo de la sed no es querer solo extender la mano y creerlo todo a tu merced... Dime se harás de mi noche fria como el sol hace cuando amanece el dia Vida mia! Dime se serás tú como el rio que me dé siempre frescor y nunca frio Amor mío! No es prudente ocultar nuestros defectos ni esperar que te transformes con mis besos en una princesa de cuento no, no espero a alguien perfecto ni que el mundo se convierta en un desierto donde sólo existamos los dos, yo preferiría con el tiempo ver crecer la flor de nuestro amor... Dime se harás de mi noche fria como el sol hace cuando amanece el dia Vida mía! Dime se serás tú como el rio que me dé siempre frescor y nunca frio Amor mío! Poema: Noel Molina |
Wednesday, November 08, 2006
Vigésimo Sexto?
| De acordo com o relatório da Transparency Internacional somos o 26º país menos corrupto do mundo o que se fosse verdade não deixaria de ser menos mau. Desconheço quais os critérios usados para avaliar os índices de corrupção num país. No entanto, se fosse pelos casos descobertos pela justiça e levados a julgamento estariamos bem perto da Finlândia. Pelo contrário, se fosse pelo numero de casas de 3 milhões, que nascem como cogumelos na Quinta da Marinha, estariamos mais para o lado do Haiti. |










